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Israel nega espionagem nos EUA | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo israelense negou de forma veemente alegações de que um analista sênior do Departamento da Defesa americano (Pentágono) tenha atuado como espião para Israel. Um porta-voz do governo de Israel, em Jerusalém, disse à BBC que as acusações não procedem e que Israel não tem nenhuma necessidade de espionar os Estados Unidos. Antes, um funcionário da Embaixada Israelense em Washington, David Siegel, havia dito que as alegações eram "completamente falsas e ultrajantes". A afirmação ocorreu após o Pentágono ter anunciado que está investigando um funcionário que teria alegadamente passado informações secretas sobre a política americana para o Irã. 'Alto escalão' A informação sobre a investigação foi, inicialmente, divulgada pela rede de TV americana CBS. Na reportagem, a CBS afirmou que o analista tinha acesso aos dois mais altos funcionários do Pentágono abaixo de Donald Rumsfeld: Paul Wolfowitz e Douglas Feith. O canal de TV afirmou ainda que o FBI acredita que o analista tenha espionado para Israel "de dentro do escritório do secretário da Defesa (Donald Rumsfeld)". O correspondente da BBC em Washington, Nick Childs, disse que as alegações são muito sérias, uma vez que Israel é considerado um dos maiores aliados dos Estados Unidos.
Childs lembra, no entanto, que esta não é a primeira vez que Israel é acusado de espionar o governo americano. Em 1985, um ex-analista de inteligência da Marinha americana, Jonathan Pollard, foi condenado à prisão perpétua por espionagem. Lobby Desta vez, suposto espião teria entregado a Israel, no ano passado, o rascunho de um documento presidencial sobre a política americana para o Irã, segundo a CBS, que não revelou o nome das fontes. "Isso coloca os israelenses - segundo uma de nossas fontes - 'dentro do processo de tomada de decisões' para que eles possam influenciar o resultado desse processo", disse a CBS. Um funcionário do setor de segurança entrevistado pela agência de notícias Associated Press confirmou que a investigação está sendo feita, mas disse que ninguém foi preso até agora. O funcionário anônimo também confirma uma alegação da reportagem da CBS que diz que o suposto espião teria passado informações ao grupo American Israel Public Affairs Committee, um grupo de lobby que defende os interesses de Israel. Um porta-voz do grupo, Josh Block, disse que a acusação "não tem base nenhuma e é falsa". Ele afirmou que o grupo "não iria perdoar ou tolerar nem por um segundo a violação das leis ou dos interesses americanos". |
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