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Atualizado às: 27 de agosto, 2004 - 11h47 GMT (08h47 Brasília)
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Sanções pouco afetam a Al-Qaeda, diz ONU
Atentado a trens em Madri, atribuído à Al-Qaeda
Atentado a trens em Madri, atribuído à Al-Qaeda
Um comitê da ONU (Organização das Nações Unidas) afirmou que as sanções impostas à rede Al-Qaeda e à milícia afegã Talebã pouco afetaram as operações desses grupos.

A ONU pede aos seus países-membros que congelem os bens de qualquer pessoa ou entidade vinculada a esses militantes.

Tamém exige que os países impeçam a passagem de suspeitos e evitem que eles obtenham armas ou patrocínio.

Embora bens ligados à Al-Qaeda tenham sido congelados, o relatório do comitê afirma que é difícil "dizer o que isso significa".

"Não está claro a partir de todos os relatórios de congelamento de bens o que são esses bens, qual o seu valor e quem são os seus donos."

Menos dinheiro

O documento acrescenta que, assim como o acesso da Al-Qaeda a recursos foi restrito devido à cooperação internacional, "também diminuiu a sua necessidade de dinheiro".

Apenas 19 governos registraram a presença em seus países de alguma pessoa ou grupo ligado à Al-Qaeda, embora o número de lugares em que o grupo opera seja bem maior.

Só 34 governos disseram ter congelado bens vinculados à organização liderada por Osama bin Laden.

Investigadores disseram que a maioria dos ataques da Al-Qaeda utilizaram armas que não estão cobertas pelo regime de sanções.

Um exemplo são os atentados aos trens em Madri, em março, que deixaram quase 200 mortos.

As explosões foram realizadas com artefatos produzidos a partir de explosivos usado na mineração na própria Espanha, detonados com o uso de telefones celulares.

Menos de US$ 50 mil

O relatório diz também que a Al-Qaeda gastou menos de US$ 50 mil (menos de R$ 150 mil) em cada um de seus grandes ataques após os atentados de 11 de setembro de 2001.

"Não há a perspectiva de um fim dos ataques da Al-Qaeda em breve", afirma o relatório do comitê do Conselho de Segurança.

"Eles continuarão a atacar alvos tanto no mundo muçulmano e não-muçulmano, escolhendo-os a partir dos recursos que tiverem disponíveis e das oportunidades que surgirem."

O comitê afirmou haver provas de que a Al-Qaeda esteja tentando obter armas químicas e biológicas, assim como "bombas sujas" que espalham material radiativo.

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