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Bombas explodem no terceiro dia de cerco à capital do Nepal | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Duas bombas explodiram nesta sexta-feira em Kathmandu, capital do Nepal e um importante destino turístico na Ásia. Duas pessoas foram feridas; e um policial, baleado. A cidade está cercada por rebeldes maoístas há três dias. Segundo a polícia, suspeitos rebeldes atiraram no policial, antes de entrar em um prédio do governo e colocar uma das bombas. Racionamento A outra bomba explodiu uma barreira policial na periferia da cidade. Os rebeldes querem a libertação de membros do grupo presos e a investigação da morte de alguns deles. O cerco à cidade já levou ao racionamento de combustíveis e à escassez de alimentos. Comerciantes estão fazendo apelos por cessar-fogo e negociações. Não há relatos de que os rebeldes estejam impedindo veículos de viajar nas duas principais estradas ligando Kathmandu ao restante do país, mas o medo de ataques está fazendo com que motoristas evitem as vias. O presidente da federação nepalesa de Comércio e Indústria, Binod Bahadur Shrestha, disse à BBC que várias empresas podem fechar, se o bloqueio à cidade continuar. Luta armada Os rebeldes maoístas estão em luta armada contra o governo desde 1996. Desde então, pelo menos 9 mil pessoas já foram mortas no conflito. Os maoístas querem substituir a monarquia por um regime comunista. A Anistia Internacional acusa os dois lados de atrocidades. No ano passado, negociações de paz fracassaram depois que o governo rejeitou o pedido dos rebeldes de convocação de uma assembléia constituinte, que decidiria o futuro da monarquia. Analistas dizem que o bloqueio de Kathmandu visa obrigar o governo a retomar as negociações nos termos exigidos pelos rebeldes. |
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