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Vôlei masculino vence a Austrália de virada | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
As dificuldades que o Brasil teve para se impor sobre a Austrália por 3 sets a 1, na estréia da seleção masculina de vôlei, não causaram grande preocupação ao técnico Bernardinho. “Perdemos um set”, disse ele após a partida. “Mas cada jogo é um jogo”. “Se a Itália ganha de 3 a 0 dos Estados Unidos, que, teoricamente, é melhor do que a Austrália, isso quer dizer que eles vão ganhar do Brasil?” “Não tem relação. As conclusões matemáticas não valem no voleibol”, argumentou o treinador. O Brasil perdeu o primeiro set por 25 a 23, mas depois equilibrou a partida e impôs sua superioridade, em sets de 25 a 19, 25 a 12 e 25 a 21. “A estréia é sempre mais complicada. Começamos aquém, mas terminamos onde imaginei que fossemos terminar, jogando já um pouco melhor”, disse Bernardinho. Arma A Austrália fez três 3 aces no primeiro set. Bernardinho disse que houve “desatenção” de alguns jogadores, e reconheceu que os saques podem vir a ser, neste torneio, as melhores armas de equipes inferiores como a Austrália. “Um time tecnicamente mais fraco tem condição de se igualar a um time mais forte. Não gosto disso, plasticamente. Mas é o vôlei de hoje”. O próximo jogo do Brasil nas Olimpíadas é na terça-feira contra a Itália, considerada por Bernardinho o adversário mais forte dessa primeira fase. “A partir de agora a nossa única preocupação é a Itália”. O último confronto entre as duas equipes, tidas como favoritas ao ouro, foi na final da Liga Mundial em julho, vencido pelo Brasil. “Pelo que ouvi de declarações de alguns jogadores italianos após a final da Liga Mundial, eles querem revanche”. “’Nos vemos em Atenas’, eles diziam. É natural isso”, comentou o técnico brasileiro. Adversário Bernardinho afirmou que a Itália de agora “certamente é melhor do que a Itália que jogou na Liga Mundial”. Ainda não se sabe se o atacante Nalbert, considerado o destaque da equipe, vai sair jogando como titular. E jogador, que se recuperou há poucas semanas de uma operação no tendão do ombro esquerdo, não entrou no jogo contra a Austrália. “Se tivesse tido necessidade, tinha botado ele hoje. Ele está na melhor forma da vida dele. Só precisa de ritmo”. Bernardinho adiantou que pode fazer uso de uma escalação inédita na seleção de vôlei. “Temos a possibilidade de juntar o Dante e o Nalbert nas quadras. Eles e o Sérgio formam a melhor trinca de passadores que temos hoje. Podemos precisar dessa formação mais pra frente”, finalizou. |
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