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Americano admite que forjou a própria decapitação | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um americano de 22 anos de San Francisco admitiu ter forjado um vídeo em que ele aparecia sendo supostamente decapitado no Iraque. Benjamin Vanderford disse que gravou a fita há "alguns meses" como parte de sua campanha fracassada para ser eleito a um cargo na cidade de San Francisco. "Fiz isso por duas razões: para atrair a atenção e para mostrar que esse tipo de vídeo é muito fácil de forjar", disse à agência Associated Press. Antes da admissão do americano, o vídeo foi divulgado por parte da mídia internacional como sendo de simpatizantes de Abu Musab al-Zarqawi, um dos líderes da rede Al-Qaeda. Os militantes ligados a Zarqawi já haviam divulgado imagens de três outros reféns, um americano, um sul-coreano e um búlgaro, sendo decapitados no país. Mas o último vídeo despertou suspeitas que levaram à admissão de Vanderford. "Eu sou de San Francisco, Califórnia", diz o jovem no vídeo. Ele vestia uma camiseta bege e estava sentado em uma cadeira, com as mãos presas para trás em um quarto escuro. 'Em paz' "Temos que deixar esse país em paz. Temos que parar a ocupação." Ele acrescentou: "Minha liberdade foi oferecida em troca de prisioneiros aqui no Iraque", aparentemente se referindo a exigências anteriores de seqüestradores para soltar os reféns em troca da liberdade de prisioneiros iraquianos. "Temos que deixar esse país imediatamente. Se não fizermos isso, todos vão ser mortos desta maneira."
Depois disso, ele é mostrado no chão com uma faca encostada no pescoço. Vanderford disse que o vídeo foi gravado na casa de um amigo usando sangue falso. Segundo a agências de notícias Associated Press, ele começou a distribuir o vídeo na internet há "alguns meses" para chamar atenção para sua campanha em San Francisco. Militantes iraquianos sequestraram vários reféns, a maioria de países integrantes da coalizão liderada pelos Estados Unidos, geralmente exigindo a retirada das tropas estrangeiras do Iraque.
O último vídeo de execução de reféns foi divulgado na internet na última segunda-feira e mostra três homens mascarados dando três tiros na cabeça de um refém turco. O homem foi identificado como Murat Yuce, que trabalhava para a empresa de alimentação turca Bilintur. O assassinato, cuja autoria foi assumida pelos grupos Tawhid e Jihad, de Zarqawi, fez com que empresas turcas parassem de fornecer alimentos no Iraque. Mas os Estados Unidos alertam para o risco de fazer concessões às milícias. Na quinta-feira, os Estados Unidos anunciaram que todos os 32 países que mantém tropas no Iraque concordaram em não ceder as exigências de sequestradores. "Estamos unidos em nossa determinação em não fazer concessões aos terroristas", anunciou o Departamento de Estado americano. |
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