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Atualizado às: 03 de agosto, 2004 - 16h20 GMT (13h20 Brasília)
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Secretário americano defende alerta de segurança
Guardas em frente à Bolsa de NY
Guardas armados foram enviados para os supostos alvos do terror
O secretário de Segurança Interna dos Estados Unidos, Tom Ridge, disse nesta terça-feira que o governo americano considerou "essencial" divulgar as informações que levaram ao novo alerta contra terrorismo, mesmo que parte delas seja de 2000 e 2001.

As informações foram repassadas pelo governo do Paquistão, que prendeu, no mês passado, um susposto membro-chave da rede Al-Qaeda.

Dentro do computador do suspeito militante teriam sido encontradas informações substanciais sobre possíveis atentados nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha.

No entanto, nesta terça-feira, o governo do Paquistão negou que as informações indicassem a iminência de um ataque da Al-Qaeda.

Inteligência velha

No domingo, quando Ridge anunciou o reforço na segurança do país por causa da suposta ameaça de novos ataques da rede Al-Qaeda, o secretário afirmou que a decisão havia sido baseada em "informações novas e anormalmente específicas" sobre onde os ataques poderiam acontecer.

Mas as edições desta terça-feira dos jornais Washington Post e New York Times trouxeram reportagens questionando a atualidade dos dados usados como base para a elevação do estado de alerta nos Estados Unidos.

A conselheira de segurança Frances Townsend disse nesta terça-feira que, embora várias das informações tenham sido de fato colhidas em 2000 e 2001, muitas foram atualizadas.

"Muitas foram atualizadas, algumas até em janeiro deste ano", disse Townsend.

Ridge também refutou as acusações de que o alerta de domingo teria sido dado para afastar das manchetes dos jornais o candidato democrata à Presidência, John Kerry, que tem estado em evidência desde a convenção do partido dele, na semana passada.

"Não fazemos política no Departamento de Segurança", disse Ridge. "O nosso trabalho é identificar as ameaças."

Detalhes

As recentes prisões de supostos membros da Al-Qaeda no Paquistão teriam revelado centenas de fotos, rascunhos e documentos escritos, que incluiam detalhes do número de pedestres passando por certos prédios e se explosivos seriam capazes de derreter o aço de suas estruturas.

Ridge disse que a inteligência recebida envolve "detalhes extraordinários".

Os edifícios do FMI e do Banco Mundial na capital americana e da Bolsa de Valores e do Citibank em Nova York estão entre os edifícios visados.

Entre os detidos no Paquistão estavam Mohammad Naeem Noor Khan, um especialista em computadores e comunicação que teria ligações com a rede, e Ahme Khalfan Ghailani, um dos supostos terroristas mais procurados pelos Estados Unidos.

Ghailani é procurado pela explosão da embaixada americana na África, em 1998.

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