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Secretário americano defende alerta de segurança | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O secretário de Segurança Interna dos Estados Unidos, Tom Ridge, disse nesta terça-feira que o governo americano considerou "essencial" divulgar as informações que levaram ao novo alerta contra terrorismo, mesmo que parte delas seja de 2000 e 2001. As informações foram repassadas pelo governo do Paquistão, que prendeu, no mês passado, um susposto membro-chave da rede Al-Qaeda. Dentro do computador do suspeito militante teriam sido encontradas informações substanciais sobre possíveis atentados nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha. No entanto, nesta terça-feira, o governo do Paquistão negou que as informações indicassem a iminência de um ataque da Al-Qaeda. Inteligência velha No domingo, quando Ridge anunciou o reforço na segurança do país por causa da suposta ameaça de novos ataques da rede Al-Qaeda, o secretário afirmou que a decisão havia sido baseada em "informações novas e anormalmente específicas" sobre onde os ataques poderiam acontecer. Mas as edições desta terça-feira dos jornais Washington Post e New York Times trouxeram reportagens questionando a atualidade dos dados usados como base para a elevação do estado de alerta nos Estados Unidos. A conselheira de segurança Frances Townsend disse nesta terça-feira que, embora várias das informações tenham sido de fato colhidas em 2000 e 2001, muitas foram atualizadas. "Muitas foram atualizadas, algumas até em janeiro deste ano", disse Townsend. Ridge também refutou as acusações de que o alerta de domingo teria sido dado para afastar das manchetes dos jornais o candidato democrata à Presidência, John Kerry, que tem estado em evidência desde a convenção do partido dele, na semana passada. "Não fazemos política no Departamento de Segurança", disse Ridge. "O nosso trabalho é identificar as ameaças." Detalhes As recentes prisões de supostos membros da Al-Qaeda no Paquistão teriam revelado centenas de fotos, rascunhos e documentos escritos, que incluiam detalhes do número de pedestres passando por certos prédios e se explosivos seriam capazes de derreter o aço de suas estruturas. Ridge disse que a inteligência recebida envolve "detalhes extraordinários". Os edifícios do FMI e do Banco Mundial na capital americana e da Bolsa de Valores e do Citibank em Nova York estão entre os edifícios visados. Entre os detidos no Paquistão estavam Mohammad Naeem Noor Khan, um especialista em computadores e comunicação que teria ligações com a rede, e Ahme Khalfan Ghailani, um dos supostos terroristas mais procurados pelos Estados Unidos. Ghailani é procurado pela explosão da embaixada americana na África, em 1998. |
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