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Atualizado às: 02 de agosto, 2004 - 16h00 GMT (13h00 Brasília)
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Amazônia: quem paga a conta da preservação?
Floresta amazônica
Os países em desenvolvimento devem contar com ajuda dos países ricos para preservar suas florestas tropicais? A resposta é sim, segundo um editorial da revista britânica the Economist, publicada no mês passado.

Mas que direito esta ajuda financeira dá a esses países? E até que ponto países como o Brasil podem decidir as políticas para a floresta amazônica, por exemplo, ignorando as necessidades da humanidade.

O Panorama BBC do dia 1 de agosto convidou o biólogo e perito Anthony Anderson, que é consultor do Observatório Global de Florestas para o Instituto de Recursos Mundiais, com sede em Washington. Leia abaixo algumas de suas respostas para perguntas dos ouvintes, enviadas através do www.bbcbrasil.com.

Júlio campos, Porto Alegre
Como é possível que o mundo pague a conta pelas perdas com a não exploração da amazônia sem que exista a ingerência desses países no Brasil?

Anthony Anderson - Nenhum país pretende tomar conta do território brasileiro, hoje a soberania do Brasil sobre a Amazônia é inquestionável. De fato, historicamente foi o Brasil que tomou grandes faixas da Amazônia de outros países, como por exemplo o Acre que já foi da Bolívia. Mas a Amazônia brasileira é do Brasil e ninguém está questionando isso: Há leis brasileiras muito claras sobre a exploração de recusros naturais que exploram o domínio de interesses externos.

Alfredo Lopes, de Manaus
Os ingleses já estiveram na Amazônia no início do século XX e incrementaram a sua economia explorando a borracha sem devastação ambiental. Será que a melhor forma de explorar a amazônia não seriam parcerias empresariais do tipo joint venture feitas com auditoria ambiental internacional para que fossem assegurados alguns parâmetros de conservação ambiental?

Anthony Anderson - Conhecendo o Brasil, eu teria uma certa sensibilidade sobre a questão de auditoria ambiental. Mas a questão de joint ventures, com regras bastante claras e em moldes sustentáveis, faz muito sentido já que há muitas oportunidades para troca de tecnologia.

Samuel Facchini, de Americana
Porque não são criadas missões internacionais que possam atuar dentro da floresta Amazônica em conjunto com os governos, motivando as populações locais para poder dentro destas áreas tropicais diagnosticar problemas locais e combater a devastação?

Anthony Anderson - Eu acho que no contexto do Brasil não seria viável, o país tem muita clareza sobre a sua responsabilidade de fiscalizar as florestas. Uma presença de um organismo internacional para fazer essas tarefas não seria aceita politicamente.

Gustavo Neri, Belém
Nos países ricos como os Estados Unidos, a população em geral já tem consciência da necessidade de preservação das florestas tropicais?

Anthony Anderson - Eu diria que na Europa a consciência é muito mais ampla do que nos Estados Unidos e a sensibilidade sobre questões externas ídem. Os europeus têm contribuído de forma muito maior para programas de conservação de florestas tropicais. Nos Estados Unidos há um trabalho a ser feito mas por enquanto a preocupação é mais entre grupos especializados e ONGS.

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