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Amazônia: quem paga a conta da preservação? | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os países em desenvolvimento devem contar com ajuda dos países ricos para preservar suas florestas tropicais? A resposta é sim, segundo um editorial da revista britânica the Economist, publicada no mês passado. Mas que direito esta ajuda financeira dá a esses países? E até que ponto países como o Brasil podem decidir as políticas para a floresta amazônica, por exemplo, ignorando as necessidades da humanidade. O Panorama BBC do dia 1 de agosto convidou o biólogo e perito Anthony Anderson, que é consultor do Observatório Global de Florestas para o Instituto de Recursos Mundiais, com sede em Washington. Leia abaixo algumas de suas respostas para perguntas dos ouvintes, enviadas através do www.bbcbrasil.com. Júlio campos, Porto Alegre Anthony Anderson - Nenhum país pretende tomar conta do território brasileiro, hoje a soberania do Brasil sobre a Amazônia é inquestionável. De fato, historicamente foi o Brasil que tomou grandes faixas da Amazônia de outros países, como por exemplo o Acre que já foi da Bolívia. Mas a Amazônia brasileira é do Brasil e ninguém está questionando isso: Há leis brasileiras muito claras sobre a exploração de recusros naturais que exploram o domínio de interesses externos. Alfredo Lopes, de Manaus Anthony Anderson - Conhecendo o Brasil, eu teria uma certa sensibilidade sobre a questão de auditoria ambiental. Mas a questão de joint ventures, com regras bastante claras e em moldes sustentáveis, faz muito sentido já que há muitas oportunidades para troca de tecnologia. Samuel Facchini, de Americana Anthony Anderson - Eu acho que no contexto do Brasil não seria viável, o país tem muita clareza sobre a sua responsabilidade de fiscalizar as florestas. Uma presença de um organismo internacional para fazer essas tarefas não seria aceita politicamente. Gustavo Neri, Belém Anthony Anderson - Eu diria que na Europa a consciência é muito mais ampla do que nos Estados Unidos e a sensibilidade sobre questões externas ídem. Os europeus têm contribuído de forma muito maior para programas de conservação de florestas tropicais. Nos Estados Unidos há um trabalho a ser feito mas por enquanto a preocupação é mais entre grupos especializados e ONGS. |
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