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Obama, o candidato negro que surpreendeu os democratas | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O nome ainda não é conhecido amplamente, mas Barack Obama está sendo visto como a estrela em ascensão da política americana. Muitos estão até dizendo que ele pode ser o primeiro presidente negro do país. Mas ainda falta muito. Primeiro, esse democrata de Illinois precisa ganhar uma vaga no Senado americano nas eleições de novembro. Mas ele está sendo notado. Um orador apaixonado, ele provocou a admiração dos democratas no início da semana quando discursou na convenção do partido, em Boston. Filho de um negro do Quênia e de uma branca do Kansas, Obama fez um discurso forte em sua história pessoal, um discurso refletindo os ideais americanos tradicionais das aspirações e autoconfiança. Único negro "Com trabalho duro e perseverança, meu pai ganhou uma bolsa para estudar em um lugar mágico, a América, que permanecia como um símbolo de liberdade e oportunidade para tantos que tinham chegado antes dele", disse Obama. Obama, de 42 anos, é um parlamentar estadual em Illinois, representando uma área no sul de Chicago. Ele é o favorito na disputa pela vaga no Senado em novembro, que atualmente é ocupada pelo republicano Peter Fitzgeral, que está se aposentando. Se ele ganhar, será o único negro no Senado americano e o terceiro americano de origem africana a ocupar uma vaga de senador. Obama surpreendeu os concorrentes democratas quando ganhou a disputa pela indicação do partido em março. Ele disputou a indicação com seis candidatos e ganhou com 53% dos votos. Internacional Os que apóiam Obama dizem que ele tem o mesmo apelo junto a eleitores brancos e negros. Dizem também que ele tem a capacidade de se conectar com eleitores brancos da área rural e de pequenas cidades, um aspecto que Obama atribui à sua família. O sobrenome de Obama é do pai, que cresceu no Quênia criando bodes, e ganhou a bolsa para estudar no Havaí.
Lá, ele conheceu e se casou com a mãe de Obama, nascida no Kansas, e que tinha se mudado com a família para Honolulu. Quando Barack era pequeno, seu pai ganhou a oportunidade de estudar em Harvard, mas não havia dinheiro suficiente para a família ir junto. Mais tarde, o pai dele voltou para o Quênia sozinho, onde ele trabalhou como economista do governo, e o casal se divorciou. Quando Barack tinha seis anos, a mãe dele, Ann, se casou com um gerente de petróleo indonésio e a família se mudou para Jacarta. O menino morou lé por quatro anos, mas voltou para o Havaí para morar com os avós e estudar. A mãe e o pai de Barack são falecidos. Direito Obama estudou ciência política na Universidade de Columbia, em Nova York, e depois se mudou para Chicago, onde ele passou três anos como organizador de comunidades. Em 1988, ele deixou o trabalho para estudar Direito em Harvard, onde ele se tornou o primeiro americano de origem africana a presidir a Harvard Law Review. Depois de Harvard, Obama voltou a Chicago para trabalhar como advogado de direitos civis, rejeitando os grandes escritórios de advocacia para trabalhar como advogado de vítimas de discriminação no emprego e na habitação. Ele é casado com uma advogada, Michelle, e eles têm duas filhas pequenas. Obama ainda atua como advogado e também leciona na Universidade de Chicago, o que, segundo ele, o mantém afiado em questões como aborto, direitos de gays e ação afirmativa. Obama foi crítico da guerra no Iraque ainda no início, falando contra a guerra por muitos meses antes da invasão, em março de 2003. Quando ele discursou para os democratas em Boston, ele elogiou os homens e mulheres que estão servindo no Exército no Iraque e disse que mais deveria ser feito para dar apoio financeiro às famílias dos que estão sendo mortos lá. O número de fãs de Obama está crescendo. Se ele for eleito para o Senado, em 2012, teria cumprido um mandato de oito anos. Em 2016, ele terá 54 anos, uma boa idade para ser presidente, dizem alguns. Obama faz piada do fato de que as pessoas sempre dizem o nome errado, chamando-o de "Alabama" ou "Yo Mama". Aqueles que o apóiam acreditam que, um dia, ninguém vai cometer esse erro. |
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