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Blair responde a críticas sobre guerra no Iraque | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, rebateu várias críticas de seus opositores sobre os motivos que levaram à guerra no Iraque durante um debate de cinco horas que começou às 14h30 (10h30 em Brasília) desta terça no Parlamento britânico. Blair disse que era "absurdo" dizer que alguém que lesse os relatórios que antecederam a guerra no Iraque pensaria que as armas de destruição do iraquianas não representavam uma ameaça. O premiê reconheceu que houve falhas nos relatórios de inteligência, mas disse "não haver dúvidas" das informações dos serviços de informação de que Saddam Hussein não só tinha a intenção de obter como já dispunha de armas de destruição em massa. A sessão no Parlamento discutia o relatório Butler, resultado do inquérito sobre as informações de inteligência usadas para justificar a guerra contra o Iraque. "Seja qual fosse a situação de armas prontas para ser usadas, o problema é que agora as pessoas estão indo para o outro extremo e dizendo que não havia ameaça. Não era o caso", afirmou o premiê. Blair também anunciou que pretende promover mudanças na maneira como procedem os serviços de inteligência, inclusive ao estipular limites para a ação deles. 'Erros incríveis' Em entrevista à BBC, Brian Jones, ex-chefe da divisão nuclear, química e biológica do serviço de inteligência e de defesa britânico, disse que "erros incríveis" foram cometidos no dossiê relativo a supostas armas do Iraque. Jones disse que ele e sua equipe estavam em dúvida em relação a uma peça-chave entre as informações coletadas à qual eles não tiveram acesso. Segundo Jones, uma informação de última hora foi acrescida ao dossiê. A informação daria a entender que o Iraque estava acelerando a sua produção de armas químicas e biológicas. Jones disse ter considerado "suspeito" que algo tão detalhado possa ter se tornado acessível em tão pouco tempo, e que as pessoas que teriam condição de avaliar essa informação não tiveram acesso a ela. |
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