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Governo do Canadá convoca embaixador no Irã | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Canadá convocou de volta ao país seu embaixador no Irã, em protesto contra a decisão da justiça iraniana de encerrar o julgamento de um agente do governo, acusado de ter matado uma jornalista canadense. O ministro de Relações Exteriores canadense, Bill Graham, disse que o embaxador Philip MacKinnon iria voltar ao Canadá devido a "uma flagrante negação de justiça" no Irã. MacKinnon compareceu ao tribunal no sábado mas foi impedido de acompanhar o segundo dia de audiências. Os advogados representando a jornalista canadense, nascida no Irã, Zahra Zakemi, disseram que o julgamento foi uma farsa e se recusaram a reconhecer a decisão. Kazemi morreu de hemorragia cerebral em 2003, depois de ser detida pela polícia por ter tirado fotografias do lado de fora de uma prisão. Interrogatório Ela foi detida em 23 de junho de 2003, passou três dias sendo interrogada e morreu no hospital em 10 de julho, depois de entrar em coma. A jornalista, de 54 anos, tinha graves ferimentos na cabeça. Mohammad Reza Aghdam Ahmadi, o agente acusado do assassinato, se declarou inocente. Os defensores de Kazemi - liderados pela advogada ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, Shirin Ebadi - acusaram as autoridades iranianas de estarem encobrindo alguma alta autoridade envolvida no caso. Organizações internacionais Ebadi disse em uma entrevista coletiva que, se o sistema legal iraniano não puder promover a justiça, "há organizações internacionais que podem". "Eles nem prestaram atenção nas provas que apresentamos e anunciaram o fim do julgamento", disse a advogada. "Esse não é um julgamento justo. O caso não foi revisto. Se um veredito for anunciado, certamente ele será injusto." Segundo correspondentes, o julgamento tensionou as relações, não só entre o Irã e o Canadá, mas também entre o governo reformista e o judiciário conservador iranianos. O presidente Mohammad Khatami disse acreditar que o agente acusado é inocente e pediu que a Justiça identifique "o verdadeiro culpado". |
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