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Grã-Bretanha usará satélites para combater crime | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Cinco mil dos criminosos mais reincidentes da Inglaterra e do País de Gales serão constantemente monitorados por satélite, de acordo com planos apresentados nesta segunda-feira pelo governo britânico. Acredita-se que esse grupo de infratores seja responsável por um em cada dez crimes cometidos nas duas regiões. O monitoramento seria feito com o uso da tecnologia GPS (sistema global de posicionamento), que permitiria às autoridades determinar a posição exata dos criminosos. O sistema seria utilizado para impor áreas de exclusão a determinados criminosos - inclusive pedófilos, que seriam impedidos de se aproximar de escolas, e ladrões responsáveis por muitos roubos. O monitoramento também poderia ser adotado como punição a pessoas condenadas por crimes menores, agindo como uma espécie de "prisão sem grades". Plano O uso de monitoramento eletrônico de criminosos será ampliado a ponto de, no futuro, poder ser aplicado em 18 mil pessoas, segundo prevê a nova estratégia do governo britânico para combater à criminalidade. O plano, de cinco anos, tem como meta diminuir a taxa de criminalidade em 15% até 2008, reduzindo em 885 mil o total de crimes registrado no período 2002/2003 - 5,9 milhões na Inglaterra e no País de Gales. Ao anunciar o plano, o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, disse que é hora de marcar o fim do "consenso liberal dos anos 60". Ele disse que, nessa década, a Grã-Bretanha testemunhou avanços na proteção aos direitos individuais, aos direitos das mulheres e na luta contra a discriminação. As leis, e a aplicação delas, passaram a se concentrar nos direitos dos infratores e em formas de evitar erros na prática da justiça. Mas Blair disse que isso precisa mudar. "As pessoas não querem um retorno aos velhos preconceitos ou à discriminação. Mas elas querem regras, ordem e bom comportamento”. Partidos de oposição criticaram o primeiro-ministro e seu pacote de medidas, dizendo que, com as propostas, Blair tenta apenas conquistar manchetes na imprensa, sem oferecer nada de verdadeiramente novo. |
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