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Três atentados deixam oito mortos no Iraque | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Uma série de atentados realizados neste sábado no Iraque deixou um saldo de dezenas de feridos e pelo menos oito mortos, incluindo um soldado americano. Em Bagdá, o ministro iraquiano da Justiça, Malek Dohan Al-Hassan, escapou ileso de um ataque suicida com um carro-bomba contra um comboio do governo interino do Iraque. Além do autor do ataque, quatro seguranças do ministro foram mortos pela explosão, que deixou uma cratera de dois metros de largura e feriu pessoas que passavam pelo local. Em Mahmudiya, ao sul de Bagdá, outras duas pessoas foram mortas e 25 ficaram feridas quando um carro-bomba explodiu em frente à sede local da Guarda Nacional iraquiana. Na cidade de Beiji, a cerca de 150 quilômetros de Mosul, no norte do Iraque, um soldado americano foi morto e outro ficou ferido na explosão de uma bomba. Autoria Um site islâmico publicou uma mensagem atribuída ao grupo liderado pelo militante jordaniano Abu Musab Al-Zarqawi em que a organização assume a autoria do ataque contra "o ministro da Justiça do governo apóstata". Nos últimos dias, o Iraque tem sido cenário de diversos ataques realizados por militantes rebeldes para marcar o aniversário de 36 anos do golpe que levou o partido Baath, de Saddam Hussein, ao poder. O primeiro-ministro iraquiano Iyad Allawi prometeu perseguir os responsáveis pelos atentados e anunciou planos para a criação de uma nova unidade de inteligência para "aniquilar esses grupos terroristas". Em uma tentativa de controlar a onda de violência, o governo introduziu uma série de rígidas medidas que inclui a possibilidade de imposição da lei marcial em determinadas áreas, a declaração de toques de recolher, o estabelecimento de postos de controle e a detenção de suspeitos. De acordo com Ismael Zayer, editor-chefe do jornal iraquiano Al-Sabah Al-Jadid, a violência no Iraque pode provocar uma "fuga de cérebros" do país. Zayer afirma que médicos, professores e economistas começaram a perder a confiança na sociedade iraquiana por causa da insegurança e muitos já decidiram emigrar para outros países da região do Golfo Pérsico. |
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