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Relatório deu a Blair 'colete a prova de balas', diz 'Guardian' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os principais jornais britânicos destacam as conclusões do relatório Butler, divulgado nesta terça-feira. O inquérito apurou as informações de inteligência usadas para justificar a guerra contra o Iraque. O Guardian, assim como outros diários, questiona a conclusão do inquérito de que houve responsabiliade geral nas falhas de informações que levaram à guerra e que o primeiro-ministro Tony Blair agiu de boa fé. O jornal estampa em sua manchete: "Uma longa lista de falhas - mas ninguém é culpado". Em editorial, o diário afirma que Robin Butler, o autor do relatório, "não agiu como o assassino" de Blair, mas sim deu ao premiê "um colete a prova de balas". Em sua capa, o Independent faz uma série de perguntas e respostas: "As ligações do Iraque com a Al-Qaeda: não comprovadas; a opinião pública: enganada; as justificativas para a guerra: exageradas; e quem foi culpado? ninguém". A primeira página do Daily Mail segue um formato semelhante. O tablóide lista uma série de efeitos da guerra: "Bilhões gastos, 11,5 mil civis mortos, uma nação destruída", para concluir: "E ninguém é culpado!". O tablóide Daily Mirror ouve parentes de soldados mortos no Iraque que expressam indignação com o fato de que o relatório não ter trazido críticas a Blair. Blair e os EUA O jornal americano Washington Post fala sobre o impacto do relatório Butler nos Estados Unidos. O jornal destaca o contraste feito entre Blair e o presidente George W. Bush pelo senador John Edwards, candidato a vice-presidente na chapa presidencial democrata. O diário cita Edwards que afirmou que, ao contrário de Bush, "Blair não fugiu do relatório". "Ele não tentou não tomar conhecimento dele. Ele assumiu total responsabilidade pelos erros, porque ele sabe o que é liderança", afirmou Edwards. O New York Times estabelece semelhanças e contrastes entre o relatório Butler e o inquérito divulgado na semana passada que apurou o trabalho da CIA na coleta de informações que levaram os Estados Unidos à guerra. "O relatório também não encontrou provas de que Saddam Hussein tinha um montante significativo, se é que tinha algum montante, de armas químicas ou biológicas antes da guerra do Iraque ou que ele cooperou com a Al-Qaeda", afirma a reportagem. Mas a distinção entre os dois relatórios, diz o jornal, foi que o inquérito americano "fez um veredito duro em relação ao trabalho da CIA". Já o relatório Butler, "poupou John Scarlett, o chefe do serviço de inteligência britânica, do destino que teve George Tenet, o diretor da CIA, que renunciou ao cargo pouco antes da divulgação do relatório pelo Senado". |
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