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Ex-agentes contradizem Tony Blair sobre armas no Iraque | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um programa da BBC na televisão britânica, o Panorama, transmite neste domingo entrevistas com dois ex-agentes dos serviços de inteligência britânicos que contradizem afirmações do primeiro-ministro Tony Blair sobre as armas do regime de Saddam Hussein. Os dois agentes de nível sênior recém-aposentados Brian Jones e John Morrison afirmam nas entrevistas que eles "desconhecem a informação" de que os serviços de inteligência tenham produzido, antes da guerra, uma grande quantidade de informações sobre as armas de destruição em massa iraquianas. Durante depoimento na investigação sobre a morte do cientista David Kelly - que se matou após ser identificado como fonte de uma reportagem da BBC que acusava o governo de ter exagerado um dossiê para justificar a guerra no Iraque -, o premiê britânico afirmou que havia uma “tremenda quantidade de informações e evidências passando pela (sua) mesa relativa às armas de destruição em massa, e programas ligados com isso, que Saddam possuía”. Brian Jones disse que ficou “confuso” após ouvir as afirmações do primeiro-ministro, e John Morrison disse que a fala de Blair foi recebida com descrença. “Certamente ninguém do meu pessoal viu grandes quantidades de inteligência desse tipo (referido por Blair)”, disse Jones ao Panorama. Ele afirmou que ninguém sabia que tipo de agentes químicos ou biológicos poderiam ter sido produzidos no Iraque depois da Guerra do Golfo, em 1991. Morrison disse que Blair fez declarações que foram além do que os especialistas poderiam concluir com base no mesmo material usado pelo premiê. O Panorama é exibido na TV britânica nas noites de domingo. |
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