|
Juiz suspende sentença de prisão de Winnie Mandela | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Winnie Madikizela Mandela, ex-mulher de Nelson Mandela, ganhou apelação judicial contra sentença de cinco anos de prisão. Ela tinha sido condenada em abril de 2003 por roubo e fraude ligados a empréstimos bancários que ela conseguiu para trabalhadores do Congresso Nacional Africano (CNA). Mas um juiz sul-africano suspendeu a sentença. "Os crimes não foram cometidos para ganho pessoal", disse o juiz Eberhard Bertelsmann, da Suprema Corte de Pretória. Papel difícil Winnie Madikizela Mandela é um símbolo da movimento contra o apartheid na África do Sul e foi presidente da Liga das Mulheres do Congresso Nacional Africano. Ela fora condenada em 43 acusações de fraude e 25 de roubo. Winnie renunciou ao cargo de parlamentar depois da condenação. O advogado de Winnie Madikizela Mandela argumentou em defesa dela, no mês passado, que ela só estava tentando ajudar os empregados da liga quando obteve empréstimos bancários fradulentos para eles. O juiz disse que Winnie Madikizela Mandela, de 67 anos, teve "um papel longo e com freqüência difícil na vida pública" e que, "durante sua vida, ela apoiou uma causa maior do que a própria". Segundo relatos, a ex-primeira-dama mostrou pouca reação à vitória de sua apelação e disse que tentaria anular sua condenação por completo. Centenas de estudantes comemoraram a decisão do juiz de não mandá-la para prisão. Ela continua muito popular, principalmente entre os negros pobres sul-africanos, que lembram do papel dela na luta contra o governo da minoria branca. Em 1991, ela foi condenada a seis anos de prisão por seu papel na morte de um garoto de 14 anos. A condenação foi reduzida a uma multa durante apelação. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||