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Técnico grego é melhor que Scolari, diz jornal português | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
"Acabou o sonho" é a manchete do jornal Correio da Manhã, de Portugal, acima de uma foto do meia Luis Figo, com as mãos na cabeça, desolado. O jornal disse que foi justa a derrota da seleção portuguesa por 1 a 0 para a Grécia, na final da Eurocopa. Segundo o diário, "apesar da derrota, Portugal tem razões para sair de cabeça levantada. Realizou um bom campeonato, fez alguns jogos empolgantes, tornou-se um símbolo sobre o qual se construiu um mês de felicidade de um país". O jornal O Público diz que o Estádio da Luz, em Lisboa, onde foi disputada a final, assistiu ao triunfo do futebol parasita. O técnico de Portugal, Luis Felipe Scolari, não escapa das críticas. Segundo o jornal, o técnico da Grécia, o alemão Otto Rehhagel, "provou que definitivamente é melhor treinador do que o agora endeusado Scolari". O Público afirma que a partida "foi quase uma repetição do Mundial de 1950, quando o Uruguai foi ao Maracanã envergonhar o Brasil". Desilusão O diário esportivo A Bola afirma: "A euforia que esperávamos viver nesta noite acabou por se transformar numa imensa onda de desilusão". O jornal afirma que, apesar de tudo, os portugueses têm motivos para se sentir orgulhosos. Depois de agradecer aos 23 "heróis" que fizeram o país sonhar como nunca, A Bola conclui a crônica do jogo dizendo: "(Os jogadores nos fizeram) reaprender esse conceito cada vez mais estranho que é o de gostarmos do nosso país e ganharmos a convicção de que somos capazes de ser tão grandes como os outros". O Le Monde, da França, aproveita a final da Eurocopa para fazer comparações que ultrapassam a arena esportiva. Segundo o jornal francês, a ausência de gigantes do futebol europeu na final é um sinal de que os membros mais fracos da União Européia estão começando a encontrar sua própria voz, e não apenas no futebol. Portugal e Grécia, segundo o jornal, apesar de estarem atrás de seus colegas europeus, transformaram numa questão de honra a qualificação para a moeda única européia. Modéstia Os dois países, de acordo com o Le Monde, fizeram questão de respeitar as regras, diferentemente dos outros membros mais forte da União Européia "que quebram as regras quando é conveniente para eles". Essa "modéstia", segundo o jornal, explica porque o primeiro-ministro de Portugal, José Maria Durão Barroso, vai ser o próximo presidente da Comissão Européia, apesar de não ser o candidato favorito. Na mesma linha política, o El País, da Espanha, diz que Portugal pode olhar para o futuro sabendo que sua importância na Europa cresceu. Já os vitoriosos gregos vão sediar as Olimpíadas de Atenas, que começam daqui a 39 dias, com a auto-estima renovada, de acordo com o jornal. Segundo o El País, os gregos mostraram que o pequeno não é "apenas bonito, mas também é orgulhoso, dedicado e eficiente". Também usando o futebol para falar de política, o The Guardian, da Grã-Bretanha, diz que "em quatro meses, desde que o presidente Jean-Bertrand Aristide foi forçado a deixar o Haiti, apenas uma força estrangeira mostrou potencial para reunir o país - a Seleção Brasileira". O jornal diz que não há exagero no apelo do futebol brasileiro para os haitianos. Além de Jesus e Maria, um dos poucos mortais que aparecem em imagens nas carrocerias dos ônibus locais é Ronaldo. O The Guardian afirma que o melhor que se espera da ONU é que ela consiga manter separadas as facções pró e contra Aristide. Mas, segundo o diário, quando o Brasil entrar em campo para disputar um amistoso contra o Haiti em agosto essas divisões vão desaparecer por pelo menos 90 minutos. |
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