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Iraque critica falta de vigilância de países vizinhos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo do Iraque acusou os governos de países vizinhos de falha na vigilância, por não conseguirem impedir que combatentes estrangeiros entrem no país. O ministro do exterior, Hoshyar Zebari, afirmou à BBC que vários países prometeram cooperação junto à fronteira, mas estas promessas não foram cumpridas. Entrentanto Zebari afirmou que não há provas de que algum destes governos tenha, deliberadamente, ajudado tais grupos de combatentes. Os Estados Unidos acusaram a Síria de permitir que militantes entrem no Iraque. Em maio, o país impôs sanções econômicas ao governo da Síria. Zebari afirmou que os militantes estão entrando no Iraque vindos do Irã, Síria, Turquia, Arábia Saudita, Kuwait e Jordânia. Todos estes países fazem fronteira com o Iraque. ''Muitos deles vêm de fora...para acertar contas com os americanos, como se, em sua lógica distorcida, os americanos fossem os infiéis, os cavaleiros cruzados'', disse o ministro iraquiano em entrevista à BBC. ''Eles devem ter cruzado a fronteira por algum país. Estes combatentes não podem ter vindo do céu'', acrescentou. Agências de segurança Zebari disse que nenhum governo destes países foi acusado de envolvimento com estes grupos, mas pode haver um envolvimento dos baixos escalões de agências de segurança. E, segundo o ministro do Exterior iraquiano, mesmo o Kuwait, que já demonstrou vontade de colaborar, tinha alguns de seus cidadãos envolvidos com redes terroristas. Para Zebari a questão precisa ser resolvida pelo Iraque e seus vizinhos, sem o envolvimento dos Estados Unidos. ''Vamos agir na hora certa pois este é um trabalho para os iraquianos'', disse. |
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