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Atualizado às: 03 de julho, 2004 - 20h04 GMT (17h04 Brasília)
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Portugal x Grécia: reencontro na final da Eurocopa

Depois do jogo da estréia, Portugal e Grécia se reencontram na final
Depois do jogo da estréia, Portugal e Grécia se reencontram na final
As seleções de Portugal e Grécia entram em campo neste domingo, no Estádio da Luz, em Lisboa, para decidir o título da Eurocopa 2004, três semanas depois do jogo que abriu o torneio e também reuniu as duas equipes.

De lá para cá, a seleção portuguesa mudou bastante. O zagueiro Ricardo Carvalho e o brasileiro naturalizado português Deco passaram a ser titulares, o goleiro Ricardo ganhou a confiança dos torcedores e o técnico Luiz Felipe Scolari conquistou o apoio até daqueles que antes eram críticos de seu trabalho.

Mas tudo isso só aconteceu depois da derrota para a Grécia, na abertura da Eurocopa. E, para os gregos, a competição tem sido um sonho inesquecível. A seleção grega, que nunca havia conseguido uma única vitória nas edições anteriores do torneio europeu, chegou à final depois de passar por Espanha, França, República Checa e... Portugal.

Carrasca dos favoritos da Eurocopa, a Grécia volta a ser o franco-atirador na decisão. Pela frente, os gregos terão uma seleção de Portugal, que, além do apoio da torcida, tem um enorme desejo de revanche pela derrota sofrida no primeiro dia do torneio que o país organizou para mostrar ao mundo que era capaz de ''fazer bonito''.

O efeito Scolari

Para fazer jus à fama de favorita, a seleção portuguesa vai precisar evitar os erros que cometeu no jogo de estréia. A fórmula mais simples para isso é repetir as boas atuações que a equipe realizou nas últimas partidas, principalmente contra Inglaterra e Holanda.

O jogo contra os ingleses, pelas quartas-de-final, foi o divisor de águas para o treinador da seleção. Scolari escalou a equipe de maneira correta, mas saiu atrás no placar. A estrela do técnico brilhou nas substituições: os dois jogadores que entraram durante a partida (Postiga e Rui Costa) marcaram gols decisivos para a recuperação.

A partida foi para os pênaltis e o herói acabaria sendo o goleiro Ricardo, outra aposta do treinador brasileiro. Desde então, Scolari se tornou uma das figuras mais populares em Portugal e passou a atuar como maestro da equipe e da torcida, que obedece aos seus apelos por incentivo à seleção portuguesa.

Contra a Holanda, o diferencial foi o talento do meia Luís Figo, que esteve apagado nos quatro primeiros jogos da equipe, mas ressurgiu nas semifinais. O astro de Portugal não só é um jogador decisivo como também é o maior ícone da ''geração de ouro'' do futebol português.

Figo é o principal representante do grupo que venceu os títulos mundiais da categoria sub-21 em 1989 e 1991. Além dele, apenas Rui Costa e Fernando Couto ainda estão na seleção, e Rui Costa já anunciou que a final da Eurocopa será a sua última partida com a camisa de Portugal.

Fernando Couto e Figo podem seguir o mesmo caminho e, por isso, a decisão deste domingo é ainda mais importante para o futebol português. A seleção de Portugal busca o título inédito de campeã da Eurocopa e a chance de coroar a sua ''geração de ouro''.

A surpresa grega

A trajetória da seleção da Grécia rumo à final da Eurocopa foi uma avalanche de surpresas. Apesar de ter chegado ao torneio com uma campanha melhor do que a da Espanha na fase eliminatória, a equipe grega era encarada como o participante mais fraco do grupo que também reunia espanhóis, portugueses e russos.

Mesmo depois da vitória contra Portugal, os gregos ainda eram vistos como uma zebra. Veio, então, o empate diante da Espanha e a conseqüente classificação para as quartas-de-final. O sucesso histórico da equipe iniciou uma grande festa na Grécia e transformou os jogadores em ídolos do futebol grego.

Mas o melhor para a torcida grega ainda estava por vir. Em um torneio em que potências como Itália, Alemanha e Espanha caíram na primeira fase, os gregos trataram de despachar os atuais campeões e grandes favoritos ao título: a França.

A mais recente vítima da Grécia foi a sensação da Eurocopa. A República Checa era a melhor seleção do torneio até então, tinha o melhor ataque e o artilheiro da competição (o atacante Milan Baros), mas perdeu seu principal astro – o meia Pavel Nedved, que deixou o campo contundido – e caiu na armadilha grega na prorrogação.

Desfalque

Com um sistema de jogo defensivo e um estilo pragmático, a seleção da Grécia seguiu em frente graças à aposta do treinador alemão Otto Rehhagel em uma tática pouco brilhante, mas muito eficiente: jogar recuada, esperar a oportunidade de contra-ataques e aproveitar os erros dos adversários.

Para isso, as principais peças defensivas são o zagueiro Traianos Dellas e o volante e capitão Theo Zagorakis. Nas raras jogadas de ataque, quem se destaca é o versátil atacante Angelos Charisteas e o lateral Giourkas Seitaridis – que, além de cumprir suas obrigações na marcação, costuma ajudar a puxar os contra-ataques gregos.

Na final deste domingo, a seleção portuguesa entra em campo completa, com a formação que jogou tão bem nos últimos jogos e que tem como destaques Ricardo Carvalho e Deco – dois jogadores que começaram a partida de abertura da Eurocopa no banco de reservas.

Já a seleção grega terá o desfalque do meia Georgios Karagounis, autor de um dos gols na vitória por 2 a 1 contra Portugal.

O jogo deste domingo será diferente da partida que abriu o torneio, mas os gregos esperam que pelo menos o vencedor seja o mesmo. Caso contrário, a euforia que tem contagiado os portugueses vai explodir em uma grande festa.

Portugal x Grécia
Estádio da Luz, Lisboa, 15h45 (horário de Brasília)

Portugal: Ricardo; Miguel, Ricardo Carvalho, Jorge Andrade e Nuno Valente; Costinha, Maniche, Deco, Figo e Cristiano Ronaldo; Pauleta. Técnico: Luiz Felipe Scolari

Grécia: Nikopolidis; Seitaridis, Dellas, Kapsis e Fyssas; Basinas, Zagorakis, Katsouranis e Giannakopoulos; Charisteas e Vryzas. Técnico: Otto Rehhagel.

Árbitro: Markus Merk (Alemanha)

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