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Dez são condenados por pedofilia na França | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um tribunal no norte da França condenou dez integrantes de uma rede de pedofilia ao fim de um julgamento que mobilizou a França. Foram ouvidas alegações de abuso sexual, tortura e bestialidade envolvendo crianças de até três anos, na cidade de Outreau, entre 1995 e 2000. Os líderes da rede, Thierry Delay e sua esposa Myriam - pais de quatro das vítimas - foram sentenciados a 20 e 15 anos de cadeia respectivamente, por estupro de menores. Outro casal e um padre da cidade de Saint Omer estão entre os condenados. Penas Os vizinhos de Delay em Outreau, Deavid Delplanque e Aurelie Grenon, foram condenados a penas entre seis e quatro anos. O padre Dominique Wiel foi condenado a sete anos. Outros cinco acusados receberam sentenças menores e sete foram absolvidos. Todos passaram meses na prisão aguardando o julgamento e durante este período ficaram impedidos de ver os filhos. Thierry Delay foi considerado culpado de estuprar nove crianças, ter realizado ataques sexuais em seis, ter prostituído seus quatro filhos e corrompido outros 12. Sua esposa foi condenada por estupros em sete crianças, ataques sexuais a 10, também por prostituir os quatro filhos e por corromper 11. O julgamento, marcado por reviravoltas, chocou os franceses. Em maio, os dois casais, que tinham admitido abusar sexualmente de menores, mudaram suas histórias e disseram que tinham mentido ao implicar outras 13 pessoas. Myriam Delay mudou novamente sua versão, voltando a acusar aqueles que ela havia isentado de culpa. "Meus filhos não mentiram. Eu estava lá e vi tudo", disse Myriam. As crianças prestaram depoimentos dando os nomes de possíveis envolvidos, mas muitas das evidências foram consideradas inconsistentes, já que as crianças nem sempre repetiam as acusações em diferentes ocasiões. Descoberta O caso chegou à Justiça em dezembro de 2003, quando funcionários dos serviços sociais alertaram procuradores franceses sobre a suspeita de que o casal Delay estaria abusando sexualmente dos próprios filhos. As crianças foram retiradas de casa e disseram a investigadores que foram estupradas, coagidas a participar de relações sexuais e forçadas a assistir a filmes pronográficos. Investigações sobre a rede já estavam sendo realizadas desde 2001 e, depois da denúncia dos Delay, cerca de 20 pessoas foram presas. Um dos suspeitos se suicidou na prisão e outro foi declarado sem condições de ser julgado. |
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