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Atualizado às: 30 de junho, 2004 - 15h21 GMT (12h21 Brasília)
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Eurocurtas: Cruyff diz que Scolari é ‘um pouco medroso’

Johan Cruyff
Cruyff disse que escalaria jogadores mais ofensivos nos dois times
Cruyff dispara

Maior jogador da história do futebol holandês, Johan Cruyff disparou críticas para todos os lados ao comentar a maneira como as seleções de Portugal e Holanda se apresentaram até agora na Eurocopa 2004.

“Portugal começou mal a Eurocopa. É indiscutível que se trata de uma equipe com bons jogadores, mas tem um técnico um pouco medroso”, disse o ex-jogador sobre o brasileiro Luiz Felipe Scolari, treinador da seleção portuguesa.

“Quando está a ponto de perder, (Scolari) coloca em campo jogadores mais ofensivos, que eu colocaria desde o início. Então, Maniche recua, Deco também, e entra Rui Costa. Assim, quase sempre dominam e ganham as partidas”, acrescentou.

Apesar de dizer que torce “de coração” pela Holanda, Cruyff também reclamou do desempenho da seleção laranja. “Não é o que se espera de uma equipe holandesa. Eu esperava um jogo mais ofensivo e de mais coragem.”.

Beckenbauer escala

Como sempre acontece na reta final dos principais torneios de futebol, jornalistas e comentaristas já preparam as suas listas com os destaques da Eurocopa 2004.

Desta vez, quem iniciou o debate foi o ex-jogador, ex-técnico e ídolo do futebol alemão Franz Beckenbauer. O Kaiser revelou em sua coluna no jornal Bild quais os jogadores que formariam a sua equipe com os melhores da Eurocopa.

A lista do craque alemão é abrangente e inclui jogadores de oito países, mas nenhum das seleções da Itália, França e Espanha – que, assim como a Alemanha, decepcionaram e foram eliminadas do torneio de forma prematura.

O time de Beckenbauer é o seguinte: Ricardo (Portugal); Helveg (Dinamarca), Dellas (Grécia), Campbell (Inglaterra) e Lahm (Alemanha); Nedved (República Checa) e Ballack (Alemanha); Baros (República Checa), Rooney (Inglaterra), Van Nistelrooy (Holanda) e Larsson (Suécia).

Prêmio grego

A Federação Grega de Futebol e os jogadores da seleção da Grécia ainda não chegaram a um acordo sobre o prêmio que será pago aos atletas pelas classificação da equipe para as semifinais da Eurocopa 2004.

Aparentemente, a diferença entre os valores pedidos pelos jogadores, que pretendem receber cerca de 300 mil euros (R$ 1,12 milhão) cada um, e a quantia oferecida pela federação é grande.

Ao longo do torneio, a seleção grega acumulou aproximadamente 10,4 milhões de euros (R$ 39 milhões) em prêmios oferecidos pela Uefa pela participação na primeira fase, pelas vitórias da equipe e pela classificação para as fases seguintes.

No ranking de prêmios, a Grécia aparece atrás apenas da República Checa, que recebeu cerca de 11,4 milhões de euros, e de Portugal, com 10,8 milhões de euros.

Nedved pendurado

A seleção da República Checa entra em campo nesta quinta-feira, pelas semifinais da Eurocopa, contra a Grécia, com três jogadores pendurados com um cartão amarelo: o zagueiro Tomas Ujfalusi, o lateral Marek Jankulovski e o meia Pavel Nedved, principal astro da equipe.

A Federação Checa de Futebol havia pedido que a Uefa voltasse a analisar o lance em que Nedved recebeu o cartão amarelo nas quartas-de-final contra a Dinamarca, mas a solicitação foi rejeitada pela entidade, que manteve a decisão do árbitro russo Valentin Ivanov.

Com isso, se a seleção checa derrotar a Grécia e garantir um lugar na final do torneio, Nedved pode desfalcar a equipe na decisão caso receba outro cartão amarelo na partida desta quinta-feira.

Apesar da situação do craque checo, os jogadores mais jovens da seleção revelaram que têm uma motivação extra para conquistar o título da Eurocopa: homenagear o meia Karel Poborsky, um dos principais jogadores da equipe, que, aos 32 anos, deve abandonar a seleção após o torneio.

A pé e debaixo do sol

A organização da Eurocopa revelou que a estimativa era de que cerca de 10 mil torcedores holandeses acompanhariam à semifinal entre Holanda e Portugal no Estádio José Alvalade, em Lisboa.

Embora a maioria dos torcedores esteja de férias, uma cansativa caminhada estava prevista para a jornada dos holandeses rumo ao estádio.

Pouco mais de três horas antes do jogo, sob escolta policial, os holandeses partiriam, a pé, em direção ao local da partida por um percurso de oito quilômetros, da região conhecida como “baixa de Lisboa” até o Alvalade.

Em um teste às condições físicas dos torcedores holandeses, a temperatura no horário para o qual a caminhada foi marcada costuma girar em torno dos 32° C.

Jogo de risco

A Polícia de Segurança Pública (PSP) portuguesa preparou um esquema de segurança especial para a partida entre Holanda e Portugal, considerada pelas autoridades como um “jogo de risco elevado”.

Os policiais portugueses receberam o apoio de agentes holandeses para evitar o registro de episódios de violência e desordem.

Apesar das precauções, a porta-voz da PSP afirmou que os torcedores holandeses não tem um histórico de violência associado ao esporte e são conhecidos por apoiar também a seleção portuguesa em partidas contra equipes de outros países.

Para chegar a Lisboa, boa parte dos torcedores holandeses reservaram 150 ônibus, sendo que cem deles foram instruídos a levar os passageiros para o aeroporto da capital portuguesa após a partida.

Eurocopa 2004
Competição ultrapassa fronteiras e mobiliza mundo do futebol.
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