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Perfil: Negroponte, embaixador dos EUA no Iraque | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
John Negroponte foi o homem que liderou o esforço diplomático dos Estados Unidos no caminho para a invasão do Iraque em 2003. Mas sua próxima missão, a de comandar a primeira embaixada americana no Iraque em uma década, pode se mostrar uma tarefa ainda mais difícil. O diplomata será responsável pelo trabalho de 3 mil funcionários, que vão formar a maior representação diplomática dos Estados Unidos fora do país. Alguns analistas acreditam que, pela grandeza do posto e pela permanência dos Estados Unidos em alguns pontos-chaves da administração iraquiana, Negroponte vai ter amplos poderes. Pai magnata Nascido em Londres em 1939, filho de um magnata grego, Negroponte passou a infância entre a Grã-Bretanha, a Suíça e os Estados Unidos. Ele estudou na exclusivíssima Exeter Academy e se formou na conceituada Universidade de Yale. Negroponte iniciou sua carreira como diplomata em 1960 e ascendeu rapidamente, conseguindo sua primeira importante posição no Vietnã. Lá, aprendeu a língua local tão bem que o então secretário de Estado, Henry Kissinger, o escolheu para liderar negociações secretas em nome do presidente Richard Nixon. América Central Em seguida, Negroponte foi embaixador em Honduras, enquanto o presidente Ronald Reagan tentava guerrear contra os sandinistas na vizinha Nicarágua. Negroponte foi acusado de fornecer armas aos rebeldes nicaraguenses e de ignorar as denúncias de torturas e assassinatos supostamente cometidos pelo governo militar hondurenho. Depois, serviu como embaixador no México e nas Filipinas, e deixou o serviço diplomático em 1996. 'Pistola' Quando o presidente George W. Bush foi buscá-lo para representar os Estados Unidos no Conselho de Segurança da ONU, Negroponte era o vice-presidente para mercados globais do grupo financeiro McGraw-Hill. Na época, o então senador democrata John Kerry, agora candidato à Presidência americana, disse que a atuação de Negroponte na América Central deveria ser revista "cuidadosamente". Larry Birns, do Conselho de Assuntos do Hemisfério, foi além e o definiu como a "pistola de Reagan". Mas o Senado aprovou sua indicação e ele já era o representante americano no Conselho de Segurança quando os Estados Unidos ganharam apoio para a guerra contra o Afeganistão, em 2001. Suas tentativas de conseguir a aprovação do Conselho para uma resolução que ratificasse o uso da força no Iraque falharam, e os Estados Unidos partiram para a guerra sem aquilo que muitos viam como a única coisa que a tornava legítima. Mas Negroponte foi elogiado por aqueles com quem trabalhou, até mesmo pelo secretário-geral da ONU, Koffi Annan, que o definiu como "um profissional fora de série, um grande diplomata e um ótimo embaixador". Negroponte é casado com Diana Villiers, com quem tem cinco filhos. |
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