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Diretor de agência atômica cobra inspeções de Israel | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O diretor da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Mohamed El Baradei, disse que Israel deveria abrir as suas instalações nucleares a inspeções internacionais. Baradei tem uma viagem prevista para Israel no mês que vem para discutir o desarmamento do Oriente Médio. Em uma visita oficial a Moscou, Baradei disse que o comprometimento de Israel com o desarmamento nuclear ajudaria a diminuir a frustração pelo que é visto na região como "um desequilíbrio". "Todo mundo tem como um dado que Israel tem capacidade nuclear, senão armas nucleares. Se eles gostariam de abrir isso ou se eles mantêm ambiguidade, cabe a eles decidirem", afirmou Baradei. 'Depois da paz' Israel tem uma política de não admitir nem negar se mantém um programa nuclear. Analistas estimam que o país tenha cerca de 100 armas nucleares. Segundo Baradei, não é "sustentável em nenhuma região nem mesmo globalmente" ter alguns se apoiando em armas nucleares e outros para quem se diz que é proibido tê-las. "Enquanto você continuar a ter países com um cigarro pendurado na boca, você não pode dizer para todo mundo não fumar", afirmou. Baradei diz que Israel concorda com o projeto de desarmar o Oriente Médio, mas apenas "depois dos acordos de paz". "A minha proposta é que talvez nós tenhamos que ter um diálogo paralelo sobre segurança ao mesmo tempo em que trabalhamos no processo de paz". Os países árabes acusam a comunidade internacional de pôr mais pressão sobre eles do que sobre Irsael para se desarmar. O diretor da AIEA diz esperar que todos os países do Oriente Médio se abram a inspeções. |
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