|
Caso com Lewinsky ocorreu em momento de pressão, diz Clinton | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Em entrevista à BBC para promover sua autobiografia, que será lançada nesta terça-feira, o ex-presidente americano Bill Clinton disse que sua relação com Monica Lewinsky aconteceu em um período em que ele estava vulnerável e sob uma grande pressão. Ele disse à BBC que a situação fez com que "velhos demônios" viessem à tona e o levassem ao relacionamento. "Aconteceu em um período em que eu estava nervoso, sob estresse, eu estava com medo de que perderia minha luta com o Congresso Republicano", disse Clinton. "Como eu disse, eu estava nessa luta pelo futuro do país, e em uma luta inevitável com os meus próprios demônios. Eu ganhei a luta pública, mas perdi a pessoal." Incômodo Durante a entrevista ao programa Panorama, da BBC, o apresentador David Dimbleby perguntou sobre a sinceridade de seu arrependimento sobre o caso com Lewinsky, o que deixou Clinton visivelmente irritado. O correspondente da BBC em Washington Justin Webb disse que a atitude indica a diferença entre essa entrevista e as questões brandas que Clinton vem enfrentando em entrevistas nos Estados Unidos, onde o ex-presidente é tratado com certa veneração. Bill Clinton fará uma festa em Manhattan para mil convidados nesta segunda-feira para celebrar o lançamento de sua autobiografia, My Life (Minha Vida). Muitas livrarias ficarão abertas até meia-noite para vender as primeiras cópias. Milhares de exemplares foram reservados com antecedência. Os relatos sobre o seu caso com a estagiária da Casa Branca Monica Lewinsky são os mais esperados. Mas o jornal The New York Times diz que o livro é "malfeito, condescendente e muitas vezes chato". Propaganda Em outras entrevistas dadas por Clinton, ele disse que revelou no livro mais sobre sua vida do qualquer outra pessoa pública até hoje e provavelmente mais do que deveria. Em entrevista à rede americana de televisão CBS, ele disse que a humilhação de um escândalo público e um ano de terapia (que salvou seu casamento com Hillary Clinton) fizeram com que ele se sentisse libertado. Quando ele contou a Hillary sobre seu caso com Monica Lewinsky, "ela ficou nervosa e brava por eu não ter contado antes", ele escreve. Sobre sua política externa, Clinton diz que seus dois maiores arrependimentos foram não chegar a um acordo no Oriente Médio entre israelenses e palestinos e não capturar Osama Bin Laden. O interesse pelo livro já é considerável. A editora Knopf publicou 1,5 milhão de cópias, batendo o recorde de 1,2 milhão de tiragem inicial do livro Crossing the Threshold of Hope (Cruzando o limiar da esperança, em tradução livre), em 1994, do papa João Paulo 2º. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||