|
França busca o prestígio de melhor do mundo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A seleção francesa sofreu para vencer a Inglaterra na estréia na Eurocopa 2004, mas conseguiu e impôs a imagem de favorita ao título do torneio. Com a vitória, conseguida graças aos veteranos da Copa de 98 Barthez e Zidane, a França abriu com sucesso a sua caminhada na competição, que pode dar à equipe o prestígio de melhor do mundo. Afinal, nos últimos dez anos, Brasil e França se revezaram no topo do ranking da Fifa, venceram os três últimos Mundiais e dividiram a hegemonia do futebol internacional. O último sucesso foi brasileiro, com a conquista da Copa de 2002 e o fracasso francês no torneio, mas a Seleção ainda tem entalada na garganta a derrota na decisão da Copa de 98. Além disso, depois que a disputa da Eurocopa terminar, começa a Copa América, mas a tradicional desorganização da competição sul-americana torna o impacto do torneio muito menor no resto do mundo. Astros Se o Brasil vence, o resultado é natural. Se perde, o prestígio da Seleção vai abaixo. E a maior prova de que a equipe brasileira quer evitar problemas foi a convocação, sem Ronaldos, Kaká, Cafu e Roberto Carlos. Com isso, o Brasil tem um argumento para um possível fracasso: pode dizer que os principais astros da Seleção foram poupados. Já a França, se confirmar a fama e sair de Portugal como campeã, terá conquistado o seu terceiro título europeu - o segundo consecutivo com nove jogadores que também venceram a Copa do Mundo de 1998. A Eurocopa, ao contrário da Copa América, atrai a atenção do mundo inteiro. Com os holofotes e uma nova conquista, será difícil contestar a soberania francesa. Quando a bola rola Em campo, as duas equipes desfilam os três jogadores eleitos pela Fifa como os melhores de 2003: pela ordem, Zinedine Zidane, Thierry Henry e Ronaldo. Pelo menos nesta disputa, os franceses mais uma vez levaram a melhor. Ronaldo e Zidane são os dois únicos jogadores que venceram o prêmio por três vezes desde a sua criação, em 1991. O Brasil, em compensação, tem em Cafu e Roberto Carlos dois dos maiores laterais da história do futebol mundial. Os franceses Thuram e Lizarazu são muito bons, mas a Seleção leva maior na comparação, que faz sentido principalmente porque os quatro jogadores são praticamente da mesma geração. Se as laterais são um trunfo brasileiro, a França pode se gabar de ter no meio-campo aqueles que são provavelmente os mais completos jogadores do mundo neste setor: Zidane e Patrick Vieira, um volante de técnica refinada, físico privilegiado, bom no jogo aéreo e perigoso em suas arrancadas e chutes de longa distância. Como os dois goleiros acumulam altos e baixos, embora Dida seja mais regular e Barthez tenha mais sorte, e as zagas são os pontos discutíveis das duas seleções, restam os jovens talentos. Aí, é a vez do Brasil voltar a ter uma ligeira vantagem. Revelação Mas isso não significa que a França esteja condenada a depender da geração de Zidane e Vieira. O jovem Benoit Pedretti é uma das mais promissoras revelações do país e, no futuro, pode ser o companheiro ideal - ou, quem sabe mais tarde, substituto - para Patrick Vieira. Além disso, na semana passada, a seleção francesa sub-21 derrotou o Brasil no Torneio de Toulon, um dos mais tradicionais da categoria. Mesmo assim, a Seleção Brasileira tem Ronaldinho Gaúcho, que já atingiu o nível de Ronaldo e Zidane, e Kaká, dono de um potencial indiscutível. O problema é que o Brasil não disputa a Eurocopa. E no dia 4 de julho, se o troféu estiver nas mãos de Zidane e Vieira, o prestígio da França terá chegado a um nível superior. Pelo menos até a Copa de 2006. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||