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Imprensa de Portugal critica 'teimosia de Scolari' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
"Desilusão", "Lágrimas na festa", "Haja fé!", "E agora Scolari?". As manchetes dos jornais portugueses neste domingo refletem o clima de decepção que contagiou o país após a derrota por 2 a 1 para a Grécia, na cidade do Porto, na abertura da Eurocopa 2004. As críticas mais duras foram publicadas no Correio da Manhã. O jornal afirma que o resultado ameaça uma seleção "em que cada um joga por si" e acusa Scolari de abusar da teimosia. "Um selecionador (Scolari) que não toma as decisões urgentes e uma vedete (Figo) incapaz de liderar um grupo onde já não se revê, eis a seleção de Portugal. Triste fado", diz o Correio da Manhã. "O problema de Portugal é sobretudo a teimosia de Scolari, que não tem uma equipe e não aproveita a base que o Porto campeão europeu lhe poderia dar", acrescenta o jornal. "Custa ver delapidar desta maneira um trabalho fantástico feito pelo país na organização deste evento, mas, como está à vista, é muito mais fácil construir dez estádios do que uma equipe." Safanão grego No diário esportivo O Jogo, um editorial diz que o "safanão grego fez estremecer os índices de confiança do país". "'Sargentão' de alcunha, Scolari sabe melhor do que ninguém que a moral das tropas não é conquistada com palavras de ordem, mas sim com os triunfos em campo, sendo dele uma (grande) fatia das responsabilidades. Para o bem e para o mal", diz um outro artigo, assinado por um comentarista do jornal. Outro jornal português com críticas a Luiz Felipe Scolari é o Público. O diário diz que Portugal começou a Eurocopa com lágrimas e o treinador brasileiro "não teve arte nem engenho e repetiu os erros do passado". Apesar de reconhecer que não se pode responsabilizar o treinador pelo "'medo cênico', que parecia fazer tremer algumas pernas portuguesas", e pelo erro que resultou no primeiro gol da Grécia, o Público diz que o jogo "serviu para comprovar que Scolari necessita urgentemente de mudar de idéias". "Chegou a ser ridículo ver (Cristiano) Ronaldo cruzar três ou quatro vezes ao segundo poste e os portugueses surgirem ao primeiro", afirma o jornal. "Afinal de contas, o que anda Scolari a ensaiar nos treinos à porta fechada?" Para o Diário de Notícias, o "excesso de nervos, erros defensivos, passes falhados e um ataque inconsistente ditaram a derrota da seleção portuguesa no jogo inaugural da Euro 2004". Pior impossível Já o Jornal de Notícias diz que o treinador brasileiro falhou na preparação do jogo e na formação da equipe inicial. "Scolari chumbou estrondosamente no primeiro jogo a sério. Os jogadores também chumbaram", afirma o diário. Em um artigo para a publicação, o escritor Francisco José Viegas afirma que, "como se diz no Brasil, esta seleção não tem vícios - ou seja, não bebe, não fuma e não joga." O diário esportivo A Bola estampa na primeira página a palavra "não", em letras garrafais, em cima das fotos em que jogadores portugueses lamentam lances marcantes do fracasso diante da Grécia. O jornal também repete as críticas à escalação da seleção portuguesa, mas afirma que as substituições realizadas pelo técnico da equipe foram corretas. "Pode culpar-se Scolari de uma má escolha inicial, até de ter levado demasiado tempo em optar pela mudança, mas o brasileiro decidiu bem... quando decidiu." A Bola, no entanto, também fez coro à avaliação de que a apresentação de Portugal ficou muito abaixo das expectativas. "Caros leitores, a boa notícia é que... pior é impossível", diz o jornal. "Portugal fez tudo o que não devia." |
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