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Portugal sonha em coroar 'geração de ouro' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Com a Eurocopa 2004, Portugal quer provar o seu valor como país-sede de um megaevento, quer estimular a economia e o desenvolvimento da nação e quer finalmente conquistar um título de peso no futebol internacional. Para isso, o país aposta em um esforço final da 'geração de ouro' do futebol português - como ficou conhecido o grupo de jogadores, liderado por Luís Figo, Rui Costa e Fernando Couto, campeões mundiais na categoria sub-20 em 1989 e 1991. Os dois principais reforços da equipe para cumprir a missão são brasileiros: o técnico Luiz Felipe Scolari e o meia Deco, craque naturalizado português que ainda briga por um lugar de titular na seleção do país que o adotou. Com o apoio da torcida, Portugal aparece no topo, logo atrás da França e junto com a Itália, em todas as listas de favoritos da Euro 2004. O favoritismo é reforçado pela boa fase do Porto, atual campeão português e da Liga dos Campeões da Europa (o mais importante torneio de clubes do futebol europeu). Seis jogadores do Porto estão entre os 23 convocados por Scolari para a Eurocopa, incluindo Deco. O brasileiro, no entanto, começou a maioria das partidas da fase de preparação no banco de reservas. Críticas Como país-sede da Euro 2004, Portugal não teve de passar pela fase de classificação. Mesmo assim, a seleção de Scolari foi muito criticada pela atuação ruim em diversos amistosos, incluindo derrotas para Itália e Espanha e empates contra Suécia e Grécia. Uma das principais reclamações dos torcedores portugueses é a ausência do goleiro Vítor Baía na equipe que vai disputar a Euro 2004. O ídolo do Porto foi barrado por Scolari desde que o brasileiro assumiu o comando da seleção, logo depois da Copa de 2002.
O treinador, no entanto, demonstra confiança nos veteranos da 'geração de ouro'. Figo é uma unanimidade na seleção, mas Rui Costa tem atuado de forma irregular e dificilmente é aproveitado como titular em seu clube – o Milan. O capitão da equipe, o zagueiro Fernando Couto, também conta com o apoio de Scolari. O jogador tenta compensar a falta de velocidade e o estilo desajeitado com uma forte presença no jogo aéreo e um bom posicionamento, mas seus carrinhos e seu excesso de vigor podem representar o fim do sonho português. No meio-de-campo, Scolari tem escalado a equipe com dois volantes de força (Costinha e Petit), em uma tentativa de dar mais liberdade aos laterais Paulo Ferreira e Rui Jorge e ao quarteto ofensivo formado por Figo, Rui Costa, Simão e Pauleta. Se o esquema não funcionar, o treinador pode apelar para três importantes armas entre os reservas: a criatividade de Deco, o talento do jovem Cristiano Ronaldo e a presença ofensiva de Nuno Gomes. |
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