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Atualizado às: 06 de junho, 2004 - 14h31 GMT (11h31 Brasília)
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Ex-líder soviético diz que Reagan era um 'estadista'
Ronald e Nancy Reagan
Homenagens estão sendo feitas ao ex-presidente dos Estados Unidos Ronald Reagan, que morreu no sábado aos 93 anos depois de uma longa luta contra o mal de Alzheimer.

O atual presidente americano, George W. Bush, disse que Reagan era "um homem corajoso", um "líder nobre da causa da liberdade".

O ex-líder soviético Mikhail Gorbachev, que teve muitos encontros com Reagan, disse que ele foi "um grande presidente" e um estadista.

No período de Reagan na Casa Branca, de 1981 a 1989, se viu o ápice da Guerra Fria e o começo do fim do comunismo soviético.

'Império do Mal'

A ex-primeira ministra britânica Margaret Thatcher falou com ternura do homem que muitos vêem como a sua alma gêmea ideológica durante os anos da Guerra Fria.

"O presidente Reagan era um dos meus amigos mais caros e um dos meus mais chegados aliados políticos", disse ela.

Ela deu a ele o crédito de ter "vencido a Guerra Fria para a liberdade sem que um tiro tenha sido disparado".

"Ter alcançado tanto apesar das chances contrárias e com tanto humor e humanidade fez de Ronald Reagan um verdadeiro grande herói americano."

O ex-chanceler alemão Helmut Kohl disse que ele era "um grande amigo dos alemães", acrescentando que ele jamais esqueceria de ter ficado ao lado de Reagan em Berlim Ocidental, em 1987, quando ele desafiou Mikhail Gorbachev a destruir o Muro de Berlim.

Para Gorbachev, foi graças a Ronald Reagan que União Soviética comunista e os Estados Unidos começaram um diálogo difícil, mas crucial, apesar do vasto abismo ideológico com o país que Reagan chamou de "império do Mal".

"Reagan foi um estadista que, apesar de todas as diferenças que existiam entre os nossos países na época, mostrou visão e determinação para chegar a propostas de meio de caminho e mudar nossas relações para melhor, acabar com a corrida nuclear, começar a destruir as armas nucleares e construir relações normais entre nossos países", disse Gorbachev.

Legado

Bush disse que Regan – que ficou conhecido como um "grande comunicador" – deixa para trás "uma nação que ele recuperou e um mundo que ele ajudou a salvar". Ele "ganhou o respeito da América com sua grandeza, e ganhou seu amor com sua bondade".

Já o líder da Líbia, coronel Muammar Khadafi, destoou do resto. Ele manifestou sua tristeza pelo fato de Ronald Reagan ter morrido antes de ter sido levado a julgamento pelos ataques aéreos americanos contra a Líbia em 1986.

O ministro das Relações Exteriores do então governo revolucionário sandinista na Nicarágua, Miguel D'Escoto, descreveu Reagan como um "imperialista" que "causou muitas mortes".

George Bush pai – que foi vice-presidente de Reagan antes de se tornar presidente – recordou as habilidades de Regan para falar em público, e descreveu seu "muitos discursos que podiam reunir o melhor em nós como país".

O ex-presidente americano Bill Clinton disse que Reagan era verdadeiramente original.

O candidato democrata à presidência dos EUA, John Kerry, descreveu Reagan como "a verdadeira voz da América".

O ex-assessor da Casa Branca James Baker disse: "Muitas pessoas discordavam de suas políticas, mas ninguém que eu conheço realmente achou possível odiá-lo ou desgostar dele".

"Seu legado é maciço", disse o ex-prefeito de Nova York Rudolph Giuliani.

"Se você for ao Leste da Europa, ele é uma das pessoas mais amadas do mundo."

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