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Ex-diretor do FMI é eleito presidente da Alemanha | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Horst Köhler, ex-diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI), foi eleito o novo presidente da Alemanha. Ele derrotou Gesine Schwan, uma professora universitária que poderia ter sido a primeira mulher a chefiar o país. Apesar de o papel da Presidência ser principalmente cerimonial no país, Köhler teve o apoio da oposição ao chanceler Gerhard Schröder, e deixou claro que vai promover reformas econômicas. "Não posso esconder minhas preocupações em relação à nossa economia", afirmou ele em seu primeiro discurso como presidente eleito. "A Alemanha tem que batalhar pelo seu lugar no mundo do século 21." Pessimismo Köhler, de 61 anos, substitui Johannes Rau, que deixa o cargo após um mandato de cinco anos. Ao falar após o anúncio do resultado da votação, Rau pediu à população alemã que pare de reclamar e disse que o pessimismo está prejudicando a economia e ameaçando a estabilidade política do país. A eleição de Köhler é uma vitória para o Partido Democrata Cristão, de linha conservadora e que deu seu apoio ao ex-líder do FMI e também pede reformas econômicas. Na Alemanha, o presidente não é escolhido diretamente pelos eleitores e, sim, por uma Assembléida Federal especial reunida a cada cinco anos. A Assembléia é formada por 1,2 mil políticos e figuras públicas de partidos de linha liberal e conservadora. Surpresa A correspondente da BBC em Berlim, Tristana Moore, disse que apesar de a vitória de Köhler já ser esperada, o fato de ele ter vencido com absoluta maioria no primeiro turno foi uma surpresa. Até pouco tempo atrás, Köhler era pouco conhecido pela população alemã. Em um discurso após a votação, ele reconheceu que passou os últimos seis anos fora da Alemanha e agora precisa se concentrar no país. |
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