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Morte de líder iraquiano enfatiza 'fracasso americano', diz jornal árabe | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O grande tema da mídia internacional nesta terça-feira é o futuro da Iraque após a morte do chefe do Conselho de Governo do país, Ezzedine Salim, em Bagdá. O Washington Post diz que na medida em que a violência se intensifica no Iraque, aumenta também entre autoridades iraquianas e americanas o pessimismo a respeito do futuro do país, especialmente após a devolução de poder no dia 30 de junho. O jornal árabe Al-Quds Al-Arabi, sediado em Londres, diz que a morte de Salim na entrada do QG americano em Bagdá “mais uma vez enfatiza o fracasso da guerra americana no Iraque” e significa que “os Estados Unidos não conseguem defender a si mesmos, quem dirá seus aliados no conselho de governo”. O Financial Times afirma que a morte de Salim mostra o quanto ainda é arriscado para iraquianos parecerem que estão colaborando com os americanos. Os membros do Conselho de Governo, diz o jornal, estão “dolorosamente expostos” quando transitam por Bagdá em carros oficiais que foram apelidados de “ímãs de balas”. Mais soldados Na França, o Libération diz que “o Executivo iraquiano foi decapitado” e que o atentado trará “conseqüências devastadoras” para a coalizão liderada pelos Estados Unidos O Los Angeles Times lembra que Salim foi o segundo membro do Conselho de Governo a ser assassinado e que a violência contra figuras políticas no país se tornou uma rotina tanto nacional quanto local. O britânico The Times diz que na semana que vem o governo Tony Blair deve anunciar o envio de mais três mil soldados ao Iraque, em uma tentativa de garantir a ordem até a devolução do poder aos iraquianos, em 30 de junho. Em editorial o jornal alerta que a morte de Salim não deve fazer a coalizão esquecer que, na hora de planejar sua “saída estratégica” do Iraque, é preciso colocar a ênfase na estratégia, e não na saída. O alemão Die Welt segue linha parecida, afirmando que “uma retirada afobada dos americanos jogaria a região em um desastre, enquanto o Ocidente enfrentaria uma nova onda terrorista”. De volta aos Estados Unidos, o The New York Times afirma que um coronel americano revelou ter recebido ordens de agentes secretos para tirar a roupa de prisioneiros iraquianos e acorrentá-los antes de submetê-los a interrogatórios. América Latina Na Argentina, o La Nación lamenta em editorial que o país tenha ficado em penúltimo lugar no ranking de competitividade econômica elaborado por um instituto suíço. O jornal destaca que a Argentina ficou seis posições atrás do Brasil, que também caiu na pesquisa, e só superou a Venezuela entre os 60 países do ranking. O Financial Times analisa a candidatura do Rio de Janeiro para sediar as Olimpíadas de 2012. O jornal afirma que o Rio está tentando mostrar ao mundo o seu “lado ensolarado”, mas que a violência pode “minar uma candidatura que, para alguns observadores, só fica atrás da de Paris”. |
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