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Sonia Gandhi diz que busca 'governo forte, estável e secular' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A líder do Partido do Congresso da Índia, Sonia Gandhi, disse nesta sexta-feira que vai tentar formar "um governo forte, estável e secular". O partido surpreendeu nas eleições indianas e derrotou o governista BJ, do primeiro-ministro Atal Behari Vajpayee, que renunciou na quinta-feira. Sonia Gandhi começou a se encontrar com aliados-chave em Nova Délhi, mas ainda não indicou se será a nova primeira-ministra. Muitos integrantes do partido acreditam que o posto será dela, se ela o quiser. Mas Sonia enfrenta a resistência de nacionalistas hindus – e alguns aliados do Congresso – que dizem que ela, nascida na Itália e viúva do primeiro-ministro Rajiv Gandhi, assassinado em 1991, é inaceitável. Eles a vêem como uma estrangeira. Sonia tem tido o cuidado de não dizer que está querendo o posto. Nos primeiros comentários com jornalistas depois que a vitória do Partido do Congresso se tornou evidente, ela disse que os parlamentares do partido é que deveriam decidir. Reação na bolsa Se a líder do Partido do Congresso se tornar primeira-ministra, será a quarta integrante da dinastia Nehru-Gandhi a ocupar o posto. Ações na bolsa de valores de Mumbai tiveram uma forte queda na abertura dos negócios nesta sexta-feira. A queda reflete a preocupação de empresários com a possibilidade de o Partido do Congresso formar uma coalizão com partidos de esquerda, em prejuízo do programa de privatização da Índia. Partidos comunistas, que tiveram seu melhor desempenho em toda a história indiana, devem apoiar o governo do Partido do Congresso. |
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