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'The Independent' repercute polêmica envolvendo Lula | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A controvérsia entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o jornal americano The New York Times continua a repercutir em outros países. Na Grã-Bretanha, o The Independent publica uma reportagem com o título “Brasileiros se recusam a engolir relatos do alcoolismo de Lula”. A reportagem, assinada pelo correspondente do jornal no Rio de Janeiro, Michael Astor, cita jornais brasileiros que dizem que o The New York Times se baseou em boatos. A porta-voz do diário americano afirma ao The Independent que confirma o que foi publicado. "Acreditamos que nossa reportagem foi precisa", diz Catherine Mathis. Já o La Nación, de Buenos Aires, ressalta o ineditismo da decisão de expulsar do país o correspondente do jornal americano, Larry Rohter, e os rumores que começam a correr no Brasil de que a reportagem faz parte de uma conspiração mais ampla orquestrada por interesses americanos. O jornal lembra ainda que Larry Rohter já se envolveu em outras polêmicas, sendo o autor de reportagens que acusavam o ex-presidente argentino Carlos Menem de receber US$ 10 milhões de suborno do Irã e que diziam que a Patagônia iria se separar da Argentina. Iraque As imagens da decapitação do americano Nick Berg chocaram os Estados Unidos e causaram enorme impacto especialmente em sua cidade natal, Filadélfia. Em sua edição de hoje, o Philadelphia Inquirer publica depoimentos de amigos e parentes do empresário, dizendo que ele era um bom sujeito que queria ajudar os pobres de outros países, mas tendia a acreditar demais nas pessoas. Já o mais popular Philadelphia Daily News parte para a indignação, chamando a filmagem da morte de Nick Berg de “espetáculo demoníaco” e dizendo que ela mostra que os Estados Unidos devem ir embora do Iraque. “Os abusos nas prisões alimentam o fanatismo e motivam mais brutalidade”, diz o colunista John Baer, acrescentando que está na hora de “parar com este desperdício insano de jovens vidas americanas.” Tortura Enquanto isso continuam os debates sobre as fotos que mostram prisioneiros iraquianos sendo torturados por militares americanos. O Washington Post traz uma reportagem em que a general que era responsável pela prisão onde foram feitas as torturas diz que recebeu ordens para entregar o controle sobre os prisioneiros para agentes secretos americanos e autorizar o uso de “força letal” para manter a ordem. Segundo o jornal, em um depoimento a investigadores da situação dos prisioneiros, Janis L. Karpinski afirma que tentou resistir a estas ordens, mas foi desautorizada por seus superiores. O diário afirma que o depoimento coloca “os dois mais graduados comandantes do Exército, os generais Goeffrey Miller e Ricardo Sanchez, no coração do processo de decisão em ambos os assuntos”. Já o The New York Times publica uma reportagem sobre o ex-coronel afegão que disse que foi submetido a tratamento degradante enquanto era prisioneiro de tropas americanas em seu país. Sayed Nabi Siddiqui disse ao jornal que nos 40 dias em que ficou sob a custódia dos Estados Unidos sofreu “espancamentos, chutes, privação de sono, insultos e abusos sexuais”. |
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