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Chile abandona lei de 1884 e legaliza divórcio | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente chileno, Ricardo lagos, aprovou nesta sexta-feira uma nova lei que dá aos chilenos o direito de se divorciarem, apesar de a Igreja católica ter se colocado contra a medida. A lei entra em vigor em seis meses. Até agora, os casais chilenos só podem anular seu casamento em um cartório civil, mas o divórcio era proibido. O Chile era um dos três únicos países do mundo que proibia o divórcio. Lagos foi ovacionado depois de assinar a lei, no palácio presidencial. Uma das presentes na cerimônia era Maria Eugenia, de 58 anos de idade, separada há sete anos. "Essa é uma lei que esperávamos há muito tempo”, disse ela à BBC. Lei de 1884 "No meu caso, acho que tenho toda a documentação para provar que estou separada há sete anos, então acho que não vai demorar muito. É um dia fantástico para as mulheres chilenas”, disse ela. A Igreja atacou a nova lei, dizendo que ela vai ameaçar a família e a santidade do matrimônio. Segundo a nova legislação, que substitui uma anterior, de 1884, um casal pode se divorciar um ano após a separação, se ambas as partes concordarem. Se um dos parceiros se opuser, o divórcio é permitido em três anos. Espera-se que dezenas de milhares de chilenos separados busquem o divórcio quando a legislação entrar em vigor. Com a aprovação da nova lei chilena, Malta e Filipinas passaram a ser os dois únicos países a não permitirem o divórcio. |
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