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Vitória do Brasil na OMC começou na Sociedade Ruralista, diz NYT | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O jornal americano The New York Times afirma em sua edição desta terça-feira que a pressão da Sociedade Ruralista Brasileira contribuiu para a vitória brasileira contra os subsídios americanos ao algodão na Organização Mundial do Comércio (OMC). Segundo o jornal, a luta começou com os produtores brasileiros de soja. Pedro de Camargo Neto, conselheiro da Sociedade Rural Brasileira (SRB) e ex-presidente da entidade, é apontado no artigo como um pioneiro na briga contra os subsídios americanos. Segundo o New York Times, Pedro de Camargo Neto "não parava de ouvir reclamações, no final da década de 90, dos fazendeiros. Eles se queixavam de que, no momento em que começavam a ter algum lucro com a exportação de soja, eram prejudicados pelos baixos preços da soja americana, que era fortemente subsidiada com o dinheiro dos contribuintes dos Estados Unidos". "Após analisar atentamente os subsídios concedidos às mais ricas empresas agrícolas americanas e seu impacto sobre os fazendeiros brasileiros, Camargo - que era vice-ministro da Agricultura do Brasil na época - começou uma campanha em 2001 para processar os Estados Unidos na Organização Mundial do Comércio", disse o diário americano. O jornal diz que a decisão preliminar da OMC de que os subsídios americanos são "práticas comerciais injustas" pode significar "um marco inédito na luta de uma década das nações em desenvolvimento para forçar os países ricos a pôr fim à concessão de subsídios e benefícios no valor de US$ 300 bilhões aos seus maiores fazendeiros". São Paulo O El Pais, da Espanha, publica reportagem sobre a expansão do time paulista São Paulo Futebol Clube. Segundo o El Pais, o São Paulo "não apenas pretende difundir seus produtos, mas também competir com os clubes espanhóis". Isso deve acontecer, diz o diário espanhol, com a inscrição do São Paulo Madrid na próxima temporada na federação do país. "Será a primeira filial de um clube estrangeiro nas competições oficiais espanholas." Edson Lapola, um dos diretores do clube, "sonha que um dia a marca São Paulo seja tão conhecida quanto a seleção brasileira", diz a reportagem. Oriente Médio A rejeição, pelo partido Likud, que lidera a coalizão que governa Israel, do plano de retirada das tropas e assentamentos judaicos da Faixa de Gaza apresentado pelo primeiro-ministro Ariel Sharon, é tema de editoriais de vários jornais em Israel. Vários jornais israelenses concordam que Sharon parece enfraquecido, e o Ha'aretz chega a chamá-lo em editorial de "poodle dos extremistas". O Ha'aretz comenta que "realizar um referendo no partido criou a falsa impressão de que uma maioria relevante rejeita a retirada. Agora ele (Sharon) precisa tomar medidas para apagar essa impressão" que, segundo o jornal israelense, "não apenas é incorreta, mas prejudica a condução do governo". Já o jornal Ma'ariv publica comentário de Dan Margalit que diz que, com a decisão do Likud, Sharon só tem uma opção para não ficar na mão dos "extremistas": "É estabilizar um novo mapa político, mudar imediatamente a composição do governo, com pessoas do Likud, Trabalhista, Shinui e moderados da área religiosa". Os diários árabes especulam sobre a possibilidade da convocação antecipada de eleições, e alguns prevêem o aumento da violência no Oriente Médio. O Al-Ahram, do Egito, diz que "não seria surpreendente se Washington e Sharon tentassem levar o mundo a outra guerra ilusória com a finalidade de conseguir implementar o plano de Sharon". Islamismo O jornal britânico The Guardian publica reportagem dizendo que o governo espanhol estuda a possibilidade de censurar sermões de imãs muçulmanos para tentar controlar a propagação de idéias radicais islâmicas. Segundo o diário, o presidente do Conselho Islâmico da Espanha, Mansur Escudero, chamou a proposta de "surreal" e disse que a iniciativa seria "um ataque à liberdade religiosa". "Os planos de censurar o conteúdo dos sermões apresenta problemas práticos, até mesmo porque os sermões islâmicos tendem a ser improvisados e em árabe", diz o Guardian. |
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