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Índios seqüestram prefeito no Peru após linchamento | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Nativos indígenas da cidade de Santa Maria, em uma região remota no norte do Peru, tomaram o controle da prefeitura local e seqüestraram o prefeito Oswaldo Peralta. Um dia antes, os moradores de Ilave, cidade indígena no sudeste do Peru, seqüestraram mais de dez vereadores e lincharam o prefeito Cirilo Robles, em um protesto contra a suposta corrupção do governo local. As autoridades peruanas ordenaram o envio de 220 policiais a Ilave para retomar o controle da cidade em um "processo gradual". O ministro do Interior, Fernando Rospigliosi, descartou o uso de tropas do Exército e afirmou que o governo não quer agravar uma situação que já é delicada. Linchamento No auge dos protestos em Ilave, cerca de 10 mil moradores da cidade, que tem 16 mil habitantes, participaram das manifestações. O prefeito Cirilo Robles e outros 20 membros do governo municipal foram forçados a desfilar na praça principal do município. Em seguida, foram agredidos, e Robles morreu em decorrência de hemorragia interna. A maioria dos habitantes de Ilave é formada por índios aimarás de aldeias que cercam a cidade. Eles acusavam o prefeito de se apropriar indevidamente dos recursos do município. O ministro Fernando Rospigliosi declarou que a situação não pode ser resolvida com o uso da força devido à amplitude dos protestos, que poderiam se intensificar. O congressista Mauricio Mulder, da oposição, pediu a renúncia de Rospigliosi, a quem acusa de negligência ao impedir os incidentes violentos. |
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