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Vitória do Brasil na OMC dificulta eleição para Bush, diz 'NYT' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A vitória preliminar do Brasil na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra subsídios dos Estados Unidos aos seus produtores de algodão coloca o governo Bush em uma situação difícil em um ano eleitoral, diz reportagem publicada nesta terça-feira pelo jornal The New York Times. Segundo o diário americano, os republicanos estão contando com o apoio do cinturão agrícola. Os maiores produtores rurais americanos se tornaram dependentes dos US$ 19 bilhões que recebem em subsídios anuais. "Se a decisão final em junho for contra os Estados Unidos, espera-se que o governo apele, mesmo que seja apenas para atrasar qualquer ação até depois de passada a eleição. Quase todas as decisões preliminares costumam ser mantidas pela OMC", diz a reportagem. O jornal também destaca o impacto da decisão da OMC nas negociações de comércio internacional. "Com a primeira contestação bem-sucedida dos subsídios agrícolas domésticos de um país rico, o caso brasileiro também poderá forçar Estados Unidos, Europa e outros países ricos a agir neste verão (no hemisfério norte) e oferecer novas concessões nas negociações de comércio global que têm sido emperradas pela questão da agricultura por mais de um ano", diz o texto. FMI As negociações para que o Fundo Monetário Internacional (FMI) não compute como despesa determinados tipos de investimento e canalize mais dinheiro para infra-estrutura são destaque nesta terça-feira tanto no jornal argentino La Nación quanto no britânico Financial Times. O jornal argentino diz que o Brasil conseguiu essa mudança contábil favorável do Fundo, mas a Argentina não, porque não é confiável, já que não cumpriu metas acertadas com o organismo no passado. O La Nación destaca a satisfação da missão brasileira liderada pelo ministro da Fazenda, Antonio Palocci, em Washington. Já para o Financial Times, o caso não está resolvido. O jornal diz que, apesar do otimismo brasileiro, "uma nota do FMI disse apenas que concordou em dar mais atenção ao atual balanço fiscal, que exclui gastos e rendimentos de capital". O Financial Times lembra que "segundo seu acordo com o FMI, o Brasil deve realizar grande economia em suas contas públicas primárias para assegurar que possa efetuar os pagamentos de juros, que no ano passado equivaliam a 9,5% da produção econômica. A dívida líquida do setor público do Brasil equivale a 57,4% do produto interno bruto (PIB)." Petróleo O Financial Times publica ainda artigo sobre o impacto dos atentados em Basra sobre o preço do petróleo no mercado internacional. O jornal afirma que, com os atentados suicidas com barcos-bomba no principal terminal petroleiro de exportação do Iraque, no último fim de semana, aumentou a pressão sobre o preço do barril de petróleo. Os ataques provocaram um aumento das "preocupações em relação às futuras remessas provenientes do Iraque, num momento em que estas exportações de petróleo haviam praticamente alcançado os níveis de antes da guerra". "Se fosse bem-sucedido, um atentado contra as infra-estruturas do terminal de exportação esgotaria de uma vez a receita do país com exportações de petróleo, essenciais para financiar a reconstrução, e provocaria uma elevação brutal dos preços globais do petróleo, devido ao equilíbrio delicado que existe atualmente entre a oferta e a demanda", diz o Financial Times. "O preço de referência para compra a prazo do barril de petróleo bruto do tipo Brent aumentou em 51 centavos de dólar, estabelecendo-se em US$ 33,60", cita o jornal. O diário britânico The Guardian também publica na primeira página notícia sobre como os ataques no Iraque levaram à interrupção da reconstrução do país. O Guardian diz que há receio na coalizão liderada pelos Estados Unidos no Iraque de que isso tenda a dificultar o controle do país. O jornal diz ter ouvido de funcionários influentes da coalizão que "a menos que a situação melhore dramaticamente nas próximas semanas, o trabalho essencial na rede elétrica não vai ser concluído antes do calor escaldante do verão, levantando a possibilidade de meses de escassez de energia semelhantes aos que levaram a distúrbios e descontentamento generalizado no ano passado". 'Michelângelo' Abaixo da notícia do Iraque, o Guardian publica na primeira página uma imagem de paz e tranqüilidade: o jogador David Beckham dormindo. Os 107 minutos de imagem de Beckham em close, "com seus cachos loiros espalhados sobre um travesseiro branco", poderão ser vistos na National Portrait Gallery, no centro de Londres, a partir desta terça-feira. O Guardian diz que "a imagem é naturalmente bonita". "As curvas de sua musculatura e o tom dourado de sua pele são revelados sensualmente. Este é um David tão perfeito fisicamente quanto o de Michelângelo", disse o jornal britânico, lembrando a estátua do grande mestre italiano. |
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