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Atualizado às: 27 de abril, 2004 - 13h35 GMT (10h35 Brasília)
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Afeganistão realiza 1ª execução desde queda do Talebã
Hamid Karzai
Karzai assinou sentença de morte com relutância, disse porta-voz
O Afeganistão realizou sua primeira execução desde o fim do regime linha-dura do Talebã, há mais de dois anos.

Informações reveladas nesta terça-feira revelam que um ex-comandante militar condenado por assassinato foi morto em uma prisão no subúrbio da capital, Cabul, na semana passada.

De acordo com o escritório do procurador-geral afegão, citado pela agência de notícias Associated Press, Abdullah Shah foi executado com um único tiro na cabeça depois que o presidente afegão, Hamid Karzai, deu sua aprovação.

A organização de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional disse que Abdullah Shah teve negados até os padrões mais básicos de justiça.

A organização disse que teme que "a execução possa ter sido uma tentativa de agentes políticos poderosos de eliminar uma testemunha-chave de violações dos direitos humanos".

'Justiça'

Autoridades afegãs dizem que Abdullah Shah, executado na prisão de Pul-e-Charkhi, foi condenado em um tribunal especial em outubro de 2002.

Shah foi considerado culpado de assassinar uma de suas esposas ao despejar água fervente sobre seu corpo.

Uma outra esposa, que disse que ele tentou queimá-la viva depois de encharcá-la de gasolina, foi uma das testemunhas de acusação.

O tribunal ouviu que Abdullah Shah assassinou seu bebê, uma menina, batendo-a repetidamente contra a parede, de acordo com as autoridades.

O presidente Karzai assinou a sentença de morte com relutância, segundo seu porta-voz, Jawed Ludin.

"O presidente se sentiu obrigado (a assinar a sentença) pela necessidade de garantir Justiça às vítimas, especialmente em vista da natureza dos crimes que ele (Abdullah Shah) cometeu", acrescentou Ludin.

O presidente ordenou uma revisão do caso quando o veredicto de culpa foi anunciado pela primeira vez, mas a Justiça exigiu que o veredicto "não fosse mais protelado", de acordo com o porta-voz de Karzai.

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