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Atualizado às: 26 de abril, 2004 - 07h43 GMT (04h43 Brasília)
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China veta eleições diretas em Hong Kong em 2007
Tung Chee-hwa
O chefe do Executivo de Hong Kong apóia a decisão do governo chinês
Os parlamentares chineses votaram nesta segunda-feira contra a realização de eleições diretas em Hong Kong em 2007.

Partidários pró-democracia queriam que o próximo chefe do Executivo do país fosse eleito, e não escolhido pelo governo da China.

A Constituição previa a possibilidade da realização de eleições com sufrágio universal em Hong Kong em 2007, para a escolha do chefe do Executivo, e em 2008 para a escolha de todos os membros do Legislativo.

Os membros do Comitê Permanente do Congresso Nacional Popular chinês decidiram, no entanto, que qualquer reforma política na região deve ser introduzida aos poucos.

Democracia gradual

Os legisladores chineses agiram de acordo "com a atual situação de Hong Kong", segundo Tsang Hin-Chi, um dos delegados do Comitê Permanente.

Leung Kwok-Hung, um ativista político, disse à agência de notícias Associated Press que, com essa decisão, o Comitê Permanente está "deformando a opinião pública de Hong Kong".

Fred Li, um legislador da oposição no território chinês, acusou o governo da China de "ditar a política de Hong Kong" sem se importar com a opinião pública.

Atualmente, os cidadãos de Hong Kong só podem escolher alguns dos membros do Conselho Legislativo.

A Constituição de Hong Kong – conhecida como Lei Básica – determina que a democracia total seja alcançada na região, mas não estabelece nenhum prazo para isso.

Demora

Recentemente, o governo chinês revisou a Lei Básica, dando à China controle total sobre o ritmo das reformas democráticas em Hong Kong.

Isso significa que a China pode vetar qualquer decisão sobre o avanço democrático em Hong Kong, como a eleição direta para escolher o chefe do Executivo.

O atual líder, Tung Chee-hwa, apóia o governo chinês.

Grupos pró-democracia dizem que Chee-hwa está tentando destruir "o alto grau de autonomia" de Hong Kong, que havia sido prometido pelo sistema que ficou conhecido como "um país, dois sistemas", quando a ex-colônia britânica voltou para domínio da China em 1997.

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