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EUA: Sharon 'precisa poupar Yasser Arafat' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um representante do governo dos Estados Unidos disse que o primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, precisa honrar o compromisso que fez de não ferir o líder palestino Yasser Arafat. Sharon havia declarado nesta sexta-feira que não se sente mais comprometido com a promessa feita ao governo americano há três anos de não ter como alvo o líder palestino. De acordo com um funcionário da Casa Branca, que não quis ser identificado, os Estados Unidos deixaram claro a Israel no passado que iriam se opor a qualquer tentativa de atacar Arafat - e que essa postura foi agora reiterada. O funcionário disse, segundo a agência de notícias Reuters, que "nós (o governo dos Estados Unidos) consideramos uma promessa, uma promessa". Entrevista O líder palestino, por sua vez, disse que não medo da ameaça feita por Sharon. Outros integrantes do governo palestino reagiram com preocupação às declarações de Sharon e declararam temer pela segurança de Arafat - principalmente depois dos recentes assassinatos por tropas de Israel de dois líderes do grupo radical palestino Hamas (Ahmed Yassin e Abdel Aziz Rantissi). Em entrevista a um canal de TV de Israel, o primeiro-ministro Sharon disse que conversou sobre a sua mudança de posição na semana passada com o presidente americano, George W. Bush, durante sua visita a Washington. Sharon contou que havia feito a promessa a Bush, há três anos. "Eu respondi da seguinte maneira ao presidente (Bush): Em nosso primeiro encontro, há cerca de três anos, eu disse que aceitava o seu pedido de não machucar Arafat fisicamente. Eu entendi o problema e a situação, mas agora eu me vejo livre deste compromisso". Cerco Na quinta-feira, cerca de 20 militantes palestinos procurados por Israel foram forçados a deixar o complexo onde funciona o quartel-general do líder palestino, em Ramallah, na Cisjordânia, onde eles estavam refugiados. Israel estava pressionando a liderança palestina para que os 'fugitivos' deixassem o local, o que aumentou o temor de que a presença deles seria um pretexto para um ataque ao quartel-general de Arafat. Relatos indicam que a maior parte dos militantes era formada por membros da Brigada dos Mártires Al-Aqsa, um grupo armado ligado ao Fatah de Yasser Arafat. Ali Barghuti, um dos líderes do grupo na Cisjordânia, acusou Arafat de abandonar a causa palestina e de ser muito conivente com Israel. |
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