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11/9: Justiça dos EUA autoriza avanço de processo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um tribunal federal dos Estados Unidos autorizou o governo do país a continuar com seu processo contra o único homem indiciado até hoje no país por sua suposta participação nos atentados de 11 de setembro de 2001 em Washington e Nova York. O processo contra Zaccarias Moussaoui estava parado em uma corte de instância inferior, devido a um impasse quanto a um pedido da defesa para convocar a presença de três testemunhas da rede extremista Al-Qaeda para depoimentos. Alegando questões de seguranca, a promotoria vinha se recusando a permitir a convocação dos três, que estão sendo detidos em locais secretos pelos Estados Unidos, para comparecer ao julgamento. A promotoria também argumentou que o tribunal não tinha autoridade para decidir se essas testemunhas poderiam ser ouvidas. Mas o tribunal federal de recursos no Estado da Virgínia decidiu que depoimentos por escrito dessas três testemunhas serão suficientes. A mesma corte também reverteu uma decisão anterior que impedia que a Promotoria pedisse a pena de morte para Moussaoui. Moussaoui, um cidadão francês de origem marroquina, admite ter sido membro da Al-Qaeda, mas nega envolvimento nos planos para sequestrar avioes e usá-los nos atentados que mataram cerca de 3 mil pessoas em 2001. Blunkett Também nesta quinta-feira, o governo britânico perdeu a batalha legal para evitar a libertação de um cidadãos da Argélia, que vinha sendo mantido preso há dois anos sob a suspeita de ter participado em atos terroristas. A justiça reverteu uma apelação apresentada pelo Ministro do Interior britânico, David Blunkett, a uma comissão especial de recursos havia determinado em janeiro que o homem, identificado apenas por sua inicial, G., fosse libertado sob fiança e condições especiais. A comissão concluiu que a prisão por tempo indefinido do suspeito estavam prolongando uma desordem mental da qual sofre G. Em seu recurso, Blunkett, argumentou que o suspeito ainda era uma ameaça à segurança nacional e que as condições mentais de G. haviam melhorado. Essa foi a segunda derrota recente para o Ministro em uma decisão envolvendo uma lei britânica que permite a prisão indefinida de suspeitos de terrorismo, se por alguma razão essa pessoa não pode ser deportada para seu país de origem – como era o caso de G. |
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