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Atualizado às: 22 de abril, 2004 - 07h21 GMT (04h21 Brasília)
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'Alerta' sobre Oriente Médio abre reunião de países islâmicos
Abdullah Ahmad Badawi, primeiro-ministro da Malásia
Premiê da Malásia condenou apoio americano ao plano de Israel
Os ministros das Relações Exteriores e outras autoridades dos países árabes realizam nesta quinta-feira uma reunião de emergência na Malásia para discutir a situação da segurança no Iraque e no Oriente Médio.

Os anfitriões do encontro dizem esperar que a reunião resulte na adoção de uma postura contra a política dos Estados Unidos na região.

Na abertura do encontro, o primeiro-ministro da Malásia, Abdullah Ahmad Badawi, afirmou que a situação no Oriente Médio se tornou "extremamente alarmante".

Segundo Badawi, o apoio do presidente americano, George W. Bush, à decisão de Israel de manter assentamentos na Cisjordânia pode arruinar o processo de paz na região.

Badawi também disse que a situação no Iraque está cada vez pior e pediu que seja concedido à ONU (Organização das Nações Unidas) um papel central no país.

Antecipação

Pelo menos 20 membros dos 57 países da Conferência Islâmica são esperados no encontro em Putrajaya, a capital administrativa da Malásia, ao sul de Kuala Lampur.

O encontro deveria ser realizado no mês de maio para discutir a situação do Iraque, mas o presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, pediu que a reunião fosse antecipada após o apoio de Bush ao plano israelense na Cisjordânia.

O ministro das Relações Exteriores da Malásia, Syed Hamid Albar, disse esperar que o encontro consiga apoio internacional para o plano de paz.

Albar condenou os recentes assassinatos de dois líderes do grupo militante palestino Hamas e disse que a Conferência Islâmica pedirá que Israel respeite as leis internacionais e pare com os assassinatos extra-judiciais.

Segundo Jonathan Kent, correspondente da BBC em Kuala Lampur, Albar não disse se o encontro discutirá a possibilidade de os países islâmicos enviarem tropas para garantir a segurança no Iraque.

Tanto a Malásia quanto o Paquistão disseram que considerarão a possibilidade de enviar tropas ao país se a ONU pedir.

O ministro das Relações Exteriores do Paquistão disse que o governo do país também gostaria de saber se esse plano tem o apoio do que ele chama de "a voz autêntica" da população do Iraque.

O encontro desta quinta-feira poderá ser julgado de acordo com o número de países representados. Como a Conferência é o maior grupo de países islâmicos, se apenas poucos membros estiverem presentes, será mais fácil que os países do Ocidente ignorem a reunião.

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