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Nações islâmicas condenam apoio de Bush a Sharon | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os países islâmicos reunidos em encontro na Malásia aprovaram uma declaração condenando os planos do primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, para a crise no Oriente Médio e o apoio dado a ele pelo presidente americano, George W. Bush. O plano de Sharon prevê que Israel mantenha o controle de assentamentos-chave na Cisjordânia. A declaração diz que as propostas israelenses vão contra o plano de paz internacional para o Oriente Médio. O documento assinado pelos países islâmicos afirma ainda que ninguém tem o direito de fazer concessões a Israel ou negociar em nome dos palestinos. O encontro foi uma reunião de emergência de ministros das Relações Exteriores e outras autoridades dos países árabes para discutir a situação da segurança no Iraque e no Oriente Médio. Atrocidades Na abertura do encontro, o primeiro-ministro da Malásia, Abdullah Ahmad Badawi, afirmou que a situação no Oriente Médio se tornou "extremamente alarmante". Badawi comparou o tratamento dispensado pelos israelenses aos palestinos com as atrocidades sofridas pelos judeus no passado. Segundo o primeiro-ministro da Malásia, o apoio de Bush à decisão de Israel de manter assentamentos na Cisjordânia pode arruinar o processo de paz na região. Badawi também disse que a situação no Iraque está cada vez pior e pediu que seja concedido à ONU (Organização das Nações Unidas) um papel central no país. Antecipação Pelo menos 20 membros dos 57 países da Conferência Islâmica eram esperados no encontro em Putrajaya, a capital administrativa da Malásia, ao sul de Kuala Lampur. O encontro deveria ser realizado no mês de maio para discutir a situação do Iraque, mas o presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, pediu que a reunião fosse antecipada após o apoio de Bush ao plano israelense na O ministro das Relações Exteriores da Malásia, Syed Hamid Albar, disse esperar que o encontro consiga apoio internacional para o plano de paz. Albar condenou os recentes assassinatos de dois líderes do grupo militante palestino Hamas e disse que a Conferência Islâmica pedirá que Israel respeite as leis internacionais e pare com os assassinatos extra-judiciais. Segundo Jonathan Kent, correspondente da BBC em Kuala Lampur, Albar não disse se o encontro discutiria a possibilidade de os países islâmicos enviarem tropas para garantir a segurança no Iraque. Tanto a Malásia quanto o Paquistão disseram que considerariam a possibilidade de enviar tropas ao país se a ONU pedisse. O ministro das Relações Exteriores do Paquistão disse que o governo do país também gostaria de saber se esse plano tem o apoio do que ele chama de "a voz autêntica" da população do Iraque. |
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