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Vítima de pedófilo belga o confronta no tribunal | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Uma jovem seqüestrada pelo belga Marc Dutroux, acusado de ser pedófilo e assassino de crianças, confrontou-o novamente no tribunal nesta terça-feira. Sabine Dardenne perguntou a Dutroux por que ele não a entregou à rede de pedófilos que, segundo ele, estava por trás de suas ações. A jovem, que foi repetidamente estuprada durante os 80 dias em que ficou em cativeiro em 1996, deu detalhes de seu sofrimento durante seu testemunho na segunda-feira. Outra sobrevivente, Laetitia Delhez, deve testemunhar até o fim desta terça-feira. Resgate Com 14 anos na época, Laetitia ficou presa por seis dias no mesmo porão em que estava Sabine Dardenne. As duas garotas foram resgatadas quando Dutroux levou a polícia a sua casa, após sua prisão em 1996. Ele admite as acusações de seqüestro e estupro, mas nega envolvimento nas mortes de outras quatro garotas. Ao interrogar Dutroux, Sabine perguntou por que ele não a entregou à rede de pedófilos. Dutroux respondeu: "Não a entreguei porque sabia que seria morta". "Quando fico com alguém por um tempo, acabo ficando ligado a essa pessoa." Sabine perguntou por que ele não a matou. Dutroux, um ex-eletricista de 47 anos, disse que não tinha a intenção de fazer isso. Ele está sendo julgado com três outras pessoas, incluindo sua ex-mulher, pelo seqüestro, estupro e morte de garotas em meados dos anos 90. Muitos belgas esperam que o julgamento dê respostas a perguntas mais amplas, como por que levou tanto tempo até Dutroux ser capturado e se ele é mesmo parte de uma rede de pedófilos. Mais de 400 testemunhas devem depor no julgamento, que deve durar até junho. |
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