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Violência leva África do Sul a reforçar segurança antes das eleições | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A polícia sul-africana enviou nesta segunda-feira reforços para a província de KwaZulu-Natal, onde cresce a tensão por causa do assassinato de quatro ativistas políticos. Vinte mil homens farão a segurança em KwaZulu-Natal durante as eleições presidenciais e provinciais, que coincidem com a celebração de dez anos do fim do apartheid, o regime de segregação racial que vigorou no país de 1948 a 1994. Três ativistas do Congresso Nacional Africano (CNA) e um do Partido da Liberdade Inkhata foram mortos em incidentes separados no fim de semana. As pesquisas de opinião mostram que o CNA, o partido do governo, deve ganhar em quase todo o país. Incógnita Duas províncias são o ponto fraco do partido: o Cabo Ocidental e KwaZulu-Natal. Nesta última, uma área dominada pelo Partido da Liberdade Inkhata (que nestas eleições se aliou à Aliança Democrática, o partido que está em segundo nas pesquisas), o resultado ainda é uma incógnita. Por causa da violência política, que já deixou centenas de mortos na região nas duas eleições gerais que aconteceram depois do fim do apartheid, as pessoas têm medo de declarar seu voto. "Elas recebem ameaças de caciques políticos locais. Dizem para elas: se você não votar em quem eu mando, eu vou saber e vou atrás de você", disse Mari Harris, diretora da empresa de pesquisas Markinor. No restante do país, a previsão é de que as eleições transcorram sem incidentes. O presidente Thabo Mbeki, que, de acordo com as pesquisas, deve ganhar com mais de 70% dos votos, fez um apelo para que as pessoas votem em paz, sem medo da violência ou de intimidações. Ele compareceu no domingo a um encontro na Igreja Cristã Sionista, junto com outros oito líderes dos principais partidos políticos sul-africanos. Diante de quatro milhões de pessoas, eles assinaram um compromisso para que essas eleições sejam justas e pacíficas. O líder da Aliança Democrática, Tony Leon, não compareceu ao evento. Leon mandou um representante e frustrou as expectativas dos que queriam ver os dois principais candidatos à Presidência frente a frente. |
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