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Atualizado às: 30 de março, 2004 - 20h23 GMT (16h23 Brasília)
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ONU cancelará entrega de alimentos em Gaza
Ariel Sharon
Sharon disse que vai respeitar a decisão de referendo
A ONU (Organização das Nações Unidas) disse que vai ter de cancelar a entrega de alimentos na Faixa de Gaza esta semana devido a restrições impostas por Israel.

Nas últimas três semanas, Israel proibiu que veículos da ONU e de outras agências humanitárias cruzassem pelo posto de Erez.

O chefe da agência da ONU para refugiados palestinos (Unwra, na sigla em ingês), Peter Hansen, disse que a distribuição de comida feita para 600 mil pessoas na Faixa de Gaza será "descontinuada" na quinta-feira.

Segundo Hansen, a decisão de Israel em impedir que veículos vazios deixem a região fez com que a ONU tivesse de pagar uma multa para as companhias que alugaram os contêineres usados no transporte dos alimentos.

Ele disse que o pagamento, cerca de US$ 9 mil (R$ 26,2 mil) por dia, foi um custo não previsto para o programa, que já tem dificuldades em arrecadar fundos. Ele disse também que cerca de 11 mil toneladas de comida estavam paradas na fronteira com a Faixa de Gaza.

Segundo um porta-voz de Israel, a proibição acontece porque homens-bomba estariam usando os contêineres para entrar em Israel. Segundo ele, os responsáveis pelos ataques no porto de Ashdod, que mataram dez pessoas, haviam se escondido em contêineres para sair de Gaza.

"No momento, não podemos confiar em ninguém, principalmente após a morte do líder espiritual do Hamas, o xeque Ahmed Yassin", disse ele. "Estamos trabalhando com extrema cautela."

Referendo

O partido Likud aprovou nesta terça-feira a proposta do primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, em realizar um referendo sobre a retirada da Faixa de Gaza.

Sharon diz que quer evacuar a maioria dos assentamentos judeus na Faixa de Gaza e em algumas regiões da Cisjordânia se o processo de paz continuar congelado.

O plano foi criticado por alguns membros do Likud. Mas correspondentes da BBC dizem que Sharon está confiante de que vai ganhar o apoio da maioria dos 200 mil membros do seu partido.

Sharon garantiu que vai respeitar os resultados do referendo, que deve acontecer em maio.

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