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Atualizado às: 29 de março, 2004 - 23h34 GMT (19h34 Brasília)
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Annan demite coordenador de segurança da ONU
Local da explosão em que Sérgio Vieira de Mello morreu, no ano passado em Bagdá
Mais de 20 pessoas, entre elas Sérgio Vieira de Mello, morreram no ataque em Bagdá
O secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Kofi Annan, demitiu o coordenador de segurança da organização, Tun Myat.

A decisão foi tomada depois de um relatório revelar as falhas na proteção do quartel-general da ONU em Bagdá que permitiram um ataque, em agosto do ano passado.

No atentado morreram o chefe da missão da ONU no país, o brasileiro Sérgio Vieira de Mello, e 21 outros funcionários.

Por causa dos ataques, a ONU tirou seu pessoal do Iraque e passou a ajudar o país a partir do exterior.

Negligência

A vice de Annan, Louise Frechette, teria oferecido sua renúncia por causa das falhas, mas o secretário-geral não teria aceitado.

O relatório indica que Vieira de Mello e outros funcionários da ONU subestimaram o perigo que a ONU corria de ser alvo te ataques no Iraque.

“Eles estavam vivendo na ilusão de que a ONU não seria atacada”, disse o porta-voz de Kofi Annan, Fred Eckhard.

O documento vai além e é particularmente crítico quando à conduta de dois outros funcionários da ONU – o jordaniano Paul Aghadjanian e Pa Momodou Sinyan, de Gâmbia -, acusando-os de “não cumprimento de suas funções” e de “letargia à beira da negligência completa”.

Os dois funcionários já foram indiciados e vão ser submetidos a medidas disciplinares.

Jornalistas

Por sua vez, os Estados Unidos reconheceram responsabilidade pela morte de dois jornalistas iraquianos no país.

Os jornalistas, que trabalhavam para a rede de TV árabe Al-Arabiya, morreram neste mês em Bagdá ao serem atacados por soldados americanos.

Um porta-voz das forças armadas informou que o veículo onde estavam os dois jornalistas levou tiros quando os soldados tentavam atingir a outro carro, que estava à frente do qual viajavam os jornalistas.

Esse outro carro teria passado por um bloqueio armado pelos militares no local sem autorização dos americanos.

O porta-voz lamentou as mortes do repórter e do cinegrafista da Al-Arabiya, chamando-as de acidentais.

Até agora, as forças armadas americanas haviam confirmado, no caso, que apenas um iraquiano havia sido morto ao se recusar a parar no bloqueio.

Fallujah

Ainda nesta segunda-feira, mais um soldado americano morreu no Iraque, durante um ataque contra o comboio em que ele viajava a oeste de Bagdá.

O soldado foi morto depois da explosão de uma bomba colocada ao lado da estrada, perto da cidade de Fallujah.

Fallujah é considerada um dos centros de resistência contra a presença da coalizão militar liderada pelos Estados Unidos no país.

Na sexta-feira, a cidade foi palco de uma intensa troca de tiros entre soldados americanos e rebeldes, que começou quando os americanos entraram em Fallujah para realizar buscas em residências.

Um fuzileiro naval americano e cinco iraquianos morreram no confronto.


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