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Justiça proíbe Testemunhas de Jeová em Moscou | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um tribunal da Rússia decidiu proibir membros do grupo religioso Testemunhas de Jeová de operar na capital do país, Moscou. O tribunal considerou que o grupo provoca a desintegração de famílias, estimula suicídios e coloca em risco a saúde de seus membros, ao não permitir a realização de transfusões de sangue. Advogados de defesa dos Testemunhas de Jeová disseram que o veredicto representou um retrocesso na democracia russa e ecoa os tempos soviéticos. O grupo prometeu recorrer à Corte Européia de Direitos Humanos para voltar a operar em Moscou. Mudança “(A forma como são tratadas) minorias religiosas é freqüentemente um reflexo de para onde a sociedade caminha (...) este sinal é um presságio”, disse o advogado do grupo, John Burns. Vasiliy Kalin, um representante dos Testemunhas de Jeová russos, manifestou sua decepção com a decisão. “Nos tempos soviéticos, os russos tinham que ser ateus”, disse. “A situação mudou, e hoje os russos têm que ser cristãos ortodoxos.” Uma lei russa de 1997 reconhece apenas quatro religiões tradicionais: Judaísmo, Budismo, Islamismo e Cristianismo Ortodoxo. O grupo Testemunhas de Jeová alega ter 11 mil seguidores em Moscou e mais de 133 mil em toda a Rússia. |
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