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Grupo de esquerda assume ataque a consulado brasileiro no Chile | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O grupo político chileno MIR assumiu a responsabilidade por ter colocado uma bomba no consulado brasileiro na capital do país, Santiago, na tarde de terça-feira. “Às 4h20 da tarde, recebemos um aviso telefônico de que deveríamos evacuar o local porque havia sido colocada uma bomba", disse o cônsul geral do Brasil no Chile, Renato Xavier. O motivo alegado na conversa telefônica, segundo Xavier, seria "para chamar a atenção para os maus-tratos dos presos políticos no Brasil”. A autoria do atentado foi assumida apenas às 8h30 da noite da terça-feira, por e-mail, pelo MIR (que significa Movimento de Esquerda Revolucionária, na sigla em espanhol). O MIR disse que a bomba seria uma resposta ao tratamento dado aos seqüestradores do publicitário Washington Olivetto, ocorrido em 2002. Explosão Cada um dos condenados, quatro chilenos, dois colombianos e uma argentina, recebeu penas entre 16 e 30 anos de cadeia. “Consideramos que o tratamento dado aos companheiros, hoje prisioneiros políticos, corresponde a uma posição direitista e reacionária, que fez do caso um exemplo para os que ousam atentar contra os ricos, seus interesses e privilégios”, disse o porta-voz do MIR. Após a ligação, disse o cônsul, foi feita uma vistoria superficial nas instalações e nenhuma bomba foi encontrada. Dez minutos depois, a explosão aconteceu, destruindo o banheiro do consulado. “Ninguém ficou ferido”, disse Xavier. Na quarta-feira, o Consulado brasileiro reforçou a segurança no local, com um policiamento ostensivo. O MIR foi um dos grupos que combateu, com armas, a ditadura de Augusto Pinochet, no Chile. |
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