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Égua perdedora vira febre e dá lucro no Japão | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O cavalo de corrida favorito do Japão fez o que melhor sabe fazer na segunda-feira: foi derrotado pela 106ª vez. Um número recorde de fãs se reuniu para ver Haru-urara, uma égua de pelo castanha, galopar elegantemente para conquistar a penúltima posição na corrida de Kochi. Segundo correspondentes, a popularidade da égua se deve ao fraco dos japoneses pelos perdedores azarados que, no entanto, não perdem a valentia. "É melhor quando ela perde", disse um fã. A celebridade não se fez de rogada, chegando em décimo entre onze competidores. Vibração Haru-urara galopou pela pista enlameada, a sudoeste de Tóquio, encorajada pelos gritos de mais de 10 mil pessoas que tinham vindo de todo o Japão para vê-la correr. Para cavalgá-la, foi chamada uma das grandes estrelas das pistas japonesas, o jockey Yutaka Take. Mesmo com sua perícia, ele foi incapaz de quebrar o ciclo de azar. A TV japonesa filmou o evento e uma repórter disse que todos os fãs pareciam "estar indo para casa felizes". A espetacular falta de sorte da égua também está se revelando incrivelmente lucrativa. A pista de corrida de Kochi, quase falida, viu crescerem as vendas de ingressos. E surgiram também turnês Haru, livros e selos, camisetas e até amuletos da sorte que dizem conter pelos da égua. Um filme já está sendo planejado e uma músicas pop já foi composta. Até o primeiro-ministro do país entrou na onda. "Não é ótimo que ela tenha apoio ganhando ou perdendo?", indagou Junichiro Koizumi após a mais recente derrota. |
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