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Atualizado às: 19 de março, 2004 - 12h06 GMT (09h06 Brasília)
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Perfil: Al-Zawahri, o braço direito de Bin Laden
O número dois da Al-Qaeda, Ayman Al-Zawahri
Nascido no Egito, Zawahri teria sido um dos fundadores da Jihad Islâmica
Ayman Al-Zawahri, um cirurgião oftalmologista egípcio que ajudou a fundar o grupo militante Jihad Islâmico no Egito, é freqüentemente chamado de o braço-direito de Osama Bin Laden, além de ser considerado o mentor ideológico da Al-Qaeda.

Analistas acreditam que ele foi a "mente operacional" por trás dos atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos.

Ele era o número dois - atrás apenas de Bin Laden - na lista dos 22 terroristas mais procurados divulgada pelo governo dos Estados Unidos em 2001.

Para alguns estudiosos dos grupos extremistas islâmicos, o Jihad Islâmico egípcio de Zawahri virtualmente passou a controlar a Al-Qaeda quando os dois grupos formaram uma coalizão, no final dos anos 90.

Ele teria sido visto pela última vez na cidade afegã de Khost, em outubro de 2001, e, depois que os Estados Unidos afastaram o regime Talebã do poder no Afeganistão, passou a viver escondido.

Várias fontes dizem que, na época, ele poderia ter escapado para o norte da África ou para o Oriente Médio.

Controle financeiro

Dizer que Zawahri é o braço direito de Bin Laden pode ser subestimar sua importância, de acordo com Giles Foden, autor de um livro sobre os atentados de 1998 nas embaixadas americanas na Tanzânia e no Quênia.

Segundo Foden, alguns analistas acreditam que Zawahri controla boa parte das operações financeiras da Al-Qaeda desde o fim da guerra no Afeganistão.

O nome do egípcio é citado no texto das sanções financeiras européias impostas ao Talebã e em documentos do órgão de sanções do Tesouro americano.

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Bin Laden e Zawahri: Companheiros de causa

Nascido em 1951, Ayman Al-Zawahri vem de uma família de classe média formada por acadêmicos e médicos. Seu avô, Rabi'a Al-Zawahri, era o imã da Universidade Al-Azhar, do Cairo - um respeitado centro de ensino islâmico.

Ayman já tinha envolvimento com grupos de muçulmanos radicais quando foi preso aos 15 anos, acusado de pertencer à Irmandade Muçulmana - o grupo fundamentalista mas antigo do mundo árabe.

Ele se formou na escola de medicina da Universidade do Cairo em 1974 e conquistou seu mestrado em cirurgia quatro anos depois. Seu pai, que morreu em 1995, era um professor de farmacologia na mesma faculdade em que ele estudou.

Juventude radical

Zawahri foi julgado, juntamente com outros ativistas radicais, pela participação no assassinato do presidente egípcio Anwar Sadat em 1981, durante uma parada militar no Cairo.

Ele foi condenado e serviu a pena de três anos de prisão por posse ilegal de armas. Depois de libertado, seguiu para a Arábia Saudita.

Pouco depois, ele seguiria para Peshawar, no Paquistão, e daí para o vizinho Afeganistão, onde estabeleceu uma facção do Jihad Islâmico.

Zawahri estava no Afeganistão durante o período de ocupação soviética, nos anos 70 e 80, trabalhando como médico.

Em 1997, o Departamento de Estado dos Estados Unidos o denunciou como líder do grupo Precursores da Conquista - uma facção do Jihad Islâmico acusada de realizar o massacre de turistas estrangeiros no mesmo ano, em Luxor, no Egito.

Dois anos depois, Zawahri foi condenado à morte à revelia por um tribunal egípcio por atividades ligadas ao Jihad Islâmico.

Aparentemente, ele também teria passado seis meses sob custódia das autoridades de segurança da Rússia por suas supostas atividades extremistas na república russa do Daguestão. Mas ele teria sido libertado porque seu nome não estava nos arquivos do serviço secreto russo.

Alvos ocidentais

Relatos indicam que Zawahri viveu na Dinamarca e na Suíça no início dos anos 90, às vezes viajando com passaporte falso.

O escritor Giles Foden diz que o fato de Zawahri ter liberdade de movimento na Europa Ocidental na época levanta questões sobre os procedimentos de segurança e as políticas de asílo de inúmeros governos da região, que se recusaram a tomar providências com base em informações fornecidas pelo governo egípcio.

Zawahri apareceu em um vídeo juntamente com Bin Laden em que ele ameaçou ordenar uma retaliaçáo contra os Estados Unidos pela prisão de Sheikh Omar Abdel Rahman, em conexão com o atentando de 1993 contra o World Trade Center.

Depois, em 1998, ele foi uma das cinco pessoas que assinaram a "fatwa" (decreto islâmico) de Bin Laden, em que se pedia que muçulmanos lançassem ataques contra civis americanos.

Além disso, conversas telefônicas entre Bin Laden e Zawahri foram usadas como prova de que a Al-Qaeda estava por trás dos atentados de 1998 contra as embaixadas americanas no Quênia e na Tanzânia.

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