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Atualizado às: 12 de março, 2004 - 20h15 GMT (17h15 Brasília)
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Protestos reúnem até 2 milhões de pessoas em Madri
Manifestação em Madri
Manifestação em Madri reúne cerca de um milhão
Cerca de 2 milhões de pessoas, segundo a polícia, participam nesta sexta-feira, em Madri, de uma manifestação de repúdio aos ataques a bomba de quinta-feira, que deixaram pelo menos 198 mortos.

Líderes europeus, inclusive os primeiros-ministros da França e da Itália, compareceram à manifestação num gesto de solidariedade.

Às 12h (hora local, 9h em Brasília), cidades em várias partes da Espanha fizeram um minuto de silêncio em homenagem às vítimas dos atentados.

As autoridades espanholas acreditam que o ataque seja obra do grupo separatista basco ETA.

O ETA, contudo, nega envolvimento, em uma declaração que teria sido enviada a meios de comunicação bascos.

Islâmicos

O governo espanhol diz que não descarta nenhuma hipótese nas investigações para apurar quem realizou o ataque. Há pistas que, aparentemente, implicariam extremistas islâmicos.

Cerca de 1,4 mil pessoas também ficaram feridas no ataque.

O correspondente da BBC em Madri, Danny Wood, disse que o número de mortos pode aumentar, pois há mais de cem pessoas hospitalizadas com ferimentos graves.

Bandeiras foram hasteadas a meio mastro e escolas e repartições públicas fecharam por três dias de luto oficial.

Os partidos políticos suspenderam a campanha para as eleições gerais de domingo.

Passeata

Há manifestações programadas em várias cidades espanholas nesta sexta-feira.

Em Madri, grandes multidões se concentraram sob a chuva, portando guarda-chuvas, bandeiras e faixas condenando o terrorismo.

Participam do evento os primeiros-ministros da Itália, Silvio Berlusconi, e da França, Jean-Pierre Raffarin, e o presidente da Comissão Européia, Romano Prodi.

Uma avenida de seis pistas que cruza a capital espanhola foi fechada para permitir que manifestantes realizem uma passeata perto da estação de Atocha, onde ocorreram as piores explosões.

A Itália, que apoiou a guerra contra o Iraque liderada pelos Estados Unidos juntamente com a Espanha, reforçou sua segurança no caso de o ataque estar ligado a opositores da invasão.

A França também reforçou sua própria segurança e Portugal intensificou verificações feitas em sua fronteira com a Espanha.

A ministra do Exterior da Espanha, Ana Palácio, havia dito anteriormente que tudo parece implicar o ETA nos ataques, com "pistas muito fortes" e "precedentes muito fortes" sustentando essa visão.

O grupo havia realizado ataques, anteriormente ao sistema ferroviário da Espanha e dois suspeitos do ETA foram presos no mês passado quando conduziam um caminhão que transportava mais de 500 quilos de explosivos para Madri.

Provas

Na quinta-feira, contudo, o ministro do Interior disse que um furgão roubado foi encontrado perto da rota dos trens contendo detonadores e uma gravação de versos do Corão - possivelmente indicando o envolvimento de militantes islâmicos.

Uma mensagem que dizia ser das Brigadas Abu Hafs al-Masri também enviada a um jornal árabe sediado na Grã-Bretanha afirmava que atacou "o aliado dos Estados Unidos em sua guerra contra o Islã" em nome da Al-Qaeda.

Editoriais publicados na imprensa espanhola exigem respostas antes que os eleitores compareçam às urnas porque a identidade dos responsáveis pelo ataque pode influenciar a opção partidária dos espanhóis.

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